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Viver sem poluir é possível?

Há algumas semanas, falamos sobre uma família que praticamente zerou sua produção de lixo (clique aqui para ler), hoje vamos mostrar a história de uma família que pretende reduzir 85% de suas emissões de carbono em apenas seis meses. 

Agora a família que ficará por conta dessa proeza é a sueca Lindell que vai morar durante esse tempo em uma casa especialmente desenvolvida pra esse fim. A casa funciona como uma espécie de Big Brother porque é filmada vinte e quatro horas por dia pela Universidade de Tecnologia de Chalmers para provar a todo mundo que as reduções estão efetivamente sendo feitas.

Família Lindell. Foto: divulgação.

Eles não produzem lixo

Viver de maneira sustentável é um desafio pra humanidade nos próximos anos. Para muitas pessoas isso parece impossível, mudar hábitos, reduzir o conforto e comprar só o necessário não tem a menor chance de dar certo. No entanto, muitas famílias tem feito das tripas o coração para conseguir essa proeza e têm dado exemplo muito exemplo por aí, mostrando para o mundo inteiro que ter uma vida mais verde é mais que possível.

A família Strauss, da Inglaterra, fez uma proposta ao mundo, em dezembro 2009: ficar um ano inteiro sem produzir uma grama de lixo. Impossível? Quase. Em dezembro de 2010, pai, mãe e filha apresentaram os resultados: um saco de lixo. Já imaginou? Quantos sacos de lixo você produz todos os dias aí na sua casa?

Família Strauss. Foto: Paul Groom

Os clientes Mandala são super conscientes

O Restaurante Mandala através deste blog, realizou uma enquete durante 15 dias para descobrir se seus clientes têm hábitos sustentáveis no momento de consumir produtos ou serviços. A pesquisa foi feita de acordo com a seguinte questão: "Conceitos como sustentabilidade e responsabilidade social influenciam você ao escolher um produto/serviço de uma empresa?"

Ficamos muito felizes com o resultado. Isso mostra que os clientes do Mandala possuem hábitos sustentáveis na hora de consumir. Esse tipo de atitude é fundamental para transformar o modo de produção das empresas. Se os clientes passam a consumir produtos que respeitam o meio ambiente e a comunidade, e rejeitar os que não possuem essa preocupação quando são fabricados, incentivam as empresas a se tornar cada vez mais responsáveis. Mais uma vez a atitude de cada um transforma muitas pessoas.

Hora do Planeta, participe!

Que o planeta pede socorro não é novidade pra ninguém e é dever de todos nós contribuir para a preservação do planeta. Afinal, é pro nosso conforto que as coisas se encontram como estão. Todos nós sabemos que é difícil tomar uma atitude radical e abandonar nosso estilo de vida atual. Daí a importância dada à sustentabilidade que procura manter e aumentar nosso conforto sem prejudicar o meio ambiente. É preciso encontrar o equilíbrio e isso é mais que possível.

No entanto, grande parte das pessoas ainda não se preocupa com isso, não tem essa consciência ecológica e não imagina o impacto de suas ações no planeta. Conscientizar essas pessoas é fundamental, afinal, aquele velho ditado faz todo sentido: se cada um de nós fizer a nossa parte, a gente faz a diferença. Tentando conscintizar as pessoas da importância da adoção de mediadas sustentáveis no dia-dia, criou-se a Hora do Planeta. Segundo o site da iniciativa, "a Hora do Planeta é um ato simbólico, promovido no mundo todo pela Rede WWF, no qual governos, empresas e a população demonstram a sua preocupação com o aquecimento global, apagando as suas luzes durante sessenta minutos. "

Foto: Hora do Planeta

A lição do Japão em energia limpa

Na última semana, o terremoto do Japão direcionou a atenção de todo o mundo, afinal, a tragédia foi responsável por milhares de mortes e por deixar um rastro de destruição. Segundo a Agência Geológica dos EUA (USGS), o abalo foi de 8,9 graus na escala Richter. Com o tremor, uma tsunami atingiu o país piorando ainda mais a situação. Um evento dessa magnitude é imprevisível. E ainda mais impresível é imaginar que uma usina nuclear pode explodir durante um desses eventos.  

E foi exatamente isso o que aconteceu. A usina nuclear de Fukushima explodiu no dia 12/03 e expôs a população local a um índice de radiação 20 vezes maior que o normal. Como conseqüencia milhares de pessoas tiveram sua saúde exposta a diversos riscos, ficando proibidas de beber água ou sair de casa sem máscaras, cerca de 46 mil habitantes foram evacuadas de suas casas. A radiação é extremamente perigosa para a saúde e pode provocar desde queimaduras até deformações celulares, câncer e outras doenças. 

Estragos provocados pelas explosões. Foto: G1

Consumo sustentável

No final do ano passado o Instituto Akatu e o Instituto Ethos apresentaram os resultados de uma mega pesquisa com os consumidores brasileiros. Entitulada de "O Consumidor Brasileiro e a Sustentabilidade: Atitudes e Comportamentos frente o Consumo Consciente, Percepções e Expectativas sobre a RSE – Pesquisa 2010" ela mensurou o comportamento desses consumidores frente à questão da sustentabilidade. A pesquisa ouviu 800 pessoas de ambos os sexos, todas as classes econômicas e diferentes regiões metropolitanas, entre elas Belo Horizonte.

Infelizmente o cenário descoberto pela pesquisa não é dos melhores. Metade do grupo pesquisado não tem  nenhum tipo de consciência no momento de realizar suas compras e não apresentam nenhuma relação com conceitos importantes como, ecologia, meio ambiente, sustentabilidade ou responsabilidade social. Além desses 50%, outros 16%, se dizem interessados nos assuntos, mas nada fazem a cerca disso. Desse modo, pode-se dizer que 60% dos entrevistados não debatem esses temas. E o que é mais preocupante: 56% dos entrevistados nunca ouviram falar em sustentabilidade.

As cidades mais ecológicas do mundo - final

Hoje, falaremos das outras cidades citadas pelo site Grist, como as mais verdes do mundo (confira a primeira parte da lista, clicando aqui):


9. Bahía de Caráquez, Equador: por ter sofrido sérios danos por causas naturais no final dos anos 90, a administração da cidade em parceria com diversas ONGs, fizeram um planejamento para que a reconstrução da cidade resultasse num modelo mais sustentável. A preocupação da cidade se faz presente também na reconstrução e preservação ambiental com programas que visam proteger a biodiversidade, revegetar áreas e controlar a erosão. Com esses projetos, ganhou o título de “Cidade Ecológica” em 1999. Compostagem do lixo orgânico de mercados públicos e atacadistas e apoio à agricultura orgânica e áquacultura (tanque de criação de peixes) são outras iniciativas.  

Foto: agoragreen

As cidades mais ecológicas do mundo 1

O site Grist fez uma lista com as cidades mais verdes do mundo. Essas cidades não chegam aos pés das cidades conceito, mostradas anteriormente aqui no blog (clique aqui e aqui pra ler), mas fazem o que podem pra aplicar conceitos mais ecológicos ao seu dia-dia. Vamos a elas?

1. Reykjavik, Islândia: ônibus movidos a hidrogênio e energia elétrica integralmente produzida a partir de recursos geotérmicos e hidroelétricos. A meta é que a cidade, em 2050, não utilize mais qualquer combustível fóssil.

Foto: blogdicasdeviagem


Dongtan, Masdar e Ecovilas

No post passado falamos sobre as idéias inovadoras do design Mitchell Joachim que progetou uma cidade 100% sustentável, mas, afinal, quais projetos estão sendo colocados em prática hoje? 

A ilha de Chongming abriga as construções da cidade de Dongtan que leva o título de primeira cidade sustentável do mundo e que espera receber, até 2050, 500.000 habitantes. Com 86 quilômetros quadrados (área semelhante à de Manhattan em NY), a cidade ganhou esse título por investir em iniciativas que visam, por exemplo, a eliminação de gases do efeito estufa através do uso de bicicletas, lambretas e carros movidos a bateria e hidrogênio como única forma de transporte.



Cidade Verde

É possível aliar conforto, urbanização e meio ambiente? Muitos designs, arquitetos e engenheiros acreditam que sim e mergulham na criatividade pra aliar esses conceitos aparentemente antagônicos. Hoje vamos mostrar algumas engenhocas pensadas por aí.

Mitchell Joachim é um dos mais famosos quando o assunto é urbanismo ecológico. Professor da Universidade Colúmbia, de Nova York, já ganhou diversos prêmios, como um na Moshe Safdie e Association and Martin e outro na Sociedade para a Sustentabilidade do MIT (Instituto Tecnológico de Massachuts). O Canal de História e Design Excellence Award Infiniti lhe prêmiou pelo projeto "Cidade do Futuro", e na  revista Time como  melhor Invenção do ano de 2007. Foi selecionado pela revista "Wired" The List Smart 2008 como uma das 15 pessoas que o próximo presidente deveria escutar e foi homenageado pela revista Rolling Stone como uma das 100 pessoas que estão mudando a América, por fim, a revista Popular Science caracterizou seu trabalho como "O Futuro do Meio Ambiente" em 2010.

A Cidade Verde

Trabalho e sustentabilidade

Hoje vamos falar de pessoas que usaram o seu trabalho de uma forma diferente e acabaram contribuindo com o meio ambiente. 

Vik Muniz era um artista plástico brasileiro interessado em retratar o que o processo de urbanização tem de pior: o lixo e as pessoas que vivem dele. No Rio de Janeiro se encontra o maior representante da classe.  O Jardim Gramacho considerado o maior lixão a céu aberto da América Latina, por receber todos os dias nada mais nada menos que sete mil toneladas de lixo. E nesse lixão, dezenas de famílias excluídas da sociedade produtora de todo esse lixo, precisam vasculhar, todos os dias, os entulhos pra sobreviver.

Cartaz do documentário "Lixo Extraordinário"

Qualidade de vida e sustentabilidade

Hoje falaremos sobre dois casos de pessoas que encontraram na sustentabilidade uma nova e melhor forma de viver, mostrando que cuidar do meio ambiente com um consumo resposnsável pode, sim, melhorar a sua qualidade de vida!

Muitas regiões da África não são cobertas por eletricidade e por isso milhares de africanos não podiam freqüentar escolas à noite, muitas vezes a única solução era simplesmente não estudar. Um grupo de voluntários percebeu que a grande quantidade de energia solar que incede sobre o continente poderia ser melhor aproveitada e decidiu instalar painéis solares nas escolas que passaram a "guardar" a energia recebida do sol durante o dia e a transformá-la em energia elétrica à noite. Resultado? Milhares de pessoas voltaram às salas de cerca de 108 escolas da região e com acesso a computador e internet.

Beneficiados pela ONG em uma das escolas. Fonte: solar-aid.org

Sustentebilidade aplicada

Conseguir viver com qualidade de vida, sem gastar muito e sem agredir o meio ambiente, é ser sustantável. Eis alguns exemplos interessantes e inusitados mostrados na reportagem especial da Revista Vida Simples de dezembro pra tornar nossas vidas mais sustentáveis:

Que as fezes têm grande quantidade de energia - principalmente fezes de galinha - não é novidade, mas usar esse potencial na vida real não é muito comum de se ver por aí. A cidade de Didcot, no Reino Unido, usa o cocô dos moradores de duzentas casas para abastecer uma estação de tratamento que converte o excremento em gás metano - indolor e atravé de bactérias - que vai alimentar os radiadores de calefação instalados nas residências. Têm fonte de energia mais renovável que fezes?

O cocô da galinha é o mais energético de todos

Sustentabilidade no dia - dia

A sustentabilidade muitas vezes parece um conceito restrito às empresas, mas a verdade é que todos nós podemos e devemos aplicar práticas sustentáveis no nosso dia-dia. É aquele velha história, se cada um fizer sua parte teremos um mundo melhor. Separamos algumas dicas de diversos sites de como tomar atitudes simples para se tornar mais verde.

1. Economize papel: aproveite o verso das folhas de papel, procure aquele caderno velho com algumas folhas em branco ou siplesmente use uma folha reciclada. O site Ciclo Vivo dá a notícia ruim: cerca de 24% das folhas de papel usadas todos os dias no trabalho vão parar no lixo e nunca mais são aproveitadas. Isso nos leva a mais um item.

2.Separe seu lixo: isso contribui para a reciclagem das folhas de papel e qualquer outro material. Se perto de você não houver um posto de coleta, apenas separe o lixo. Hoje, praticamente em todo lugar existe um catador que procura o que reciclar durante a noite.

3.Reutilize produtos e embalagens: mas se antes de jogar fora, você achar que "aquilo" ainda tem utilidade, não jogue. Use a criatividade: diminua seu lixo e economize.

4.Apague a luz e os eletrodomésticos: saiu do cômodo? Apague a luz, desligue a tv ou o rádio. Sabia que o protetor de tela do computador não economiza energia nenhuma? Ou que o simples ato de uma tomada estar plugada é suficiente pra "puxar" energia? Tente aproveitar ao máximo a luz natural e use sempre lâmpadas fluorescentes.

5.Economize água: nem precisa falar da importância disso, né? A quantidade de água doce, bem como, sua qualidade está diminuindo ao longo do tempo, saiba mais aqui.

6.Caminhe: além de fazer bem à saúde, faz bem ao meio ambiente e ao seu bolso. Pra quê gastar gasolina indo até a padaria de carro? 

7.Recicle os cartuchos de tinta da sua impressora: as informações são do site Ciclo Vivo - Na França são utilizados mais de 40 milhões de cartuchos de impressora todos os anos. Somente 15% são reciclados, gerando 60.000 toneladas de resíduos não degradáveis. A taxa de cartuchos reciclados corresponde apenas a 55% nos EUA e a 35% na Alemanha. 

8. Planeje suas compras: verificue o que realmente você precisa comprar, faça uma lista. Não seja impulsivo na hora de comprar, você corre o risco de comprar coisas que nunca vai usar. Seja consciente e dessa forma...

9.Consume apenas o necessário: claro que ninguém é de ferro e às vezes a gente quer comprar uma porcaria. Mas se controle, muitas você não precisa de metade do carrinho de compras.

10.Dê prefência às empresas responsáveis: pode sair um pouco mais caro, mas essas empresas fornecem seus produtos pensando na sua qualidade de vida e não apenas em lucro. Dando preferência a elas você está obrigando as outras empresas a também tomarem medidas responsáveis. O percentual de pessoas que se preocupam com isso representam apenas 5% de uma pesquisa recente, número equivalente a 500 mil consumidores.

11.Não compre produtos piratas/roubados: o site akatu diz - Compre sempre do comércio legalizado e, dessa forma, contribua para gerar empregos estáveis e para combater o crime organizado e a violência.

12.Consuma menos carne: segundo o site agrisustentavel - A pecuéria bovina é a maior responsável pelo desmatamento no Brasil. Além disso, a produção de suínos e aves consome grande parte da produçãode grãos, o que pressiona as florestas. A suinocultura também é responsável pela contaminação de rios, lagos e represas. Sem falar que os gases do gado são grandes responsáveis pelo aquecimento global.

13.Cultive áreas verdes: plante uma árvore, cuide do seu jardim, molhe as plantas da sua rua. Adote o verde.

14.Cobre seus direitos: o akatu diz - Exija de partidos, candidatos e governantes propostas e ações que viabilizem e aprofundem a prática do consumo consciente. E o agrisustentável completa: A solução para problemas ambientais quase sempre depende de políticas públicas, como transporte urbano,saneamento básico ou leis que obriguem fornecedores a dar um destino para produtos e embalagens. è importante se informar e participar de campanhas.ONGs especializadas e associações d bairro costumam ajudar nessas horas.

15.Espalhe: espalhe suas boas práticas, construa um blog, fale com os amigos, conte pra família, discuta boas práticas com seus colegas de trabalho e vizinhos.

E você quais outras práticas sustentáveis pratica no seu dia? Fale pra gente e comece a espalhar!

Com informações dos sites: Ciclo Vivo, Instituto Akatu, agrisustentável.

Slow Food e a sustentabilidade

Como você pôde perceber no post anterior o Slow Food é uma verdadeira filosofia sobre o modo de comer. Como bem descreve Roberta Sá, coordenadora do movimento no Brasil, comer não é apenas matar a fome é algo a mais, é propor uma nova relação com o alimento, uma relação de prazer, é ficar sabendo de onde veio aquele alimento, como foi produzido e preparado até chegar a quem está comendo. É preciso experimentar novos sabores e se extravasar com as cores, texturas, sabores.

Mas como fazer isso com o tempo cada vez mais corrido? Com tantas coisas pra serem feitas ao mesmo tempo? As pessoas não acham mais necessário sentar-se à mesa e perder tempo. Comem qualquer coisa em qualquer lugar unicamente para matar a fome e despistar o estômago. Mas as pessoas se esquecem que o ato de comer representa conviver. Sentar-se à mesa é esquecer os problemas por algum tempo, conversar com as pessoas de quem se gosta, relaxar e principalmente, comer, não como ato de satisfazer uma necessidade física, mas uma necessidade espiritual enriquecedora e prazerosa. Sentir os sabores verdadeiramente e descobrir sabores até então desconhecidos e que às vezes fazem parte da realiade e da cultura de um povo, tudo isso dá um q a mais ao ato de se alimentar.
O exagero do fast food
O fundador do Slow Food, Carlo Petrini, fala que hoje está ocorrendo, graças à cultura do fast food, uma homegeneização do alimento em detrimento da diversiade de alimentos e alimentação. Comer todos os dias um habúrguer, batata frita, refrigerante ou salgado é cair na mesmice de sabores sem qualquer valor nutricional e se privar de experimentar outros temperos, outros alimentos e combinações. Você sabe qual alimento é típico da sua região? Já o provou? Sabe como preparar uma refeição com ele? Quando viaja tem a curiosidade de saber sobre a cultura culinária daquele lugar e provar pratos e alimentos típicos dali? A grande maioria das pessoas vai dizer não a essas perguntas e é exatamente isso que o Slow Food quer mudar propondo uma relação mais íntima entre quem come e o alimento que come.

Consumo de alimentos naturais é pósta de lado muitas vezes
Os adeptos do movimento se encontram uma vez por mês em volta de uma mesa e conversam sobre formas de divulgar o programa, é o chamado convívio (no Brasil existem cerca de vinte convívios em diversas regiões do país). A idéia é trazer o produtor pra perto de quem prepara o alimento, são sempre priorizadas iguarias regionais. O movimento faz uma volta no tempo incentivando o consumo de produtos regionais, atitude que melhora a qualidade de vida (seja da população que o produz, seja de quem consome). O movimento ainda ganha, em alguns casos, embasamento científico que ajuda a divulgar alimentos até então tidos como ruins ou inúteis. Alguns são pesquisados a fundo pra se descobrir seus valores nutricionais, qual a melhor forma de prepará-los ou como ressaltar seu sabor. Essas ações ajudam na preservação do alimento e da tradição de seu cultivo e ainda envolve a comunidade ao redor de sua produção. Pode-se resumir essa vertente do programa em "como fazer a comunidade pegar um produto local e produzi-lo caseiramente fazendo-o chegar diretamente ao consumidor final da forma mais natural possível? Desse modo, produtos regionais acabam sendo mais consumidos e muitos escapam da extinção ganhando um toque gastronômico, o Slow Food promove a degustação e comercialização desses alimentos.

Michael Pollan, jornalista famoso que prega uma mudança de hábitos na nossa alimentação é simpatiznte do Slow Food e diz que ele representa uma crítica à vida moderna, afinal, "todos nós estamos distantes da natureza, distantes uns dos outros e num ritmo tão acelerado que nossas vidas se tornam fragmentadas e não nos reconectamos com os desejos humanos mais básicos. O Slow Food é uma forma de ganhar nossas vidas de volta" argumenta ele. Pollan dá algumas dicas de como melhorar a alimentação: "verificar a composição da comida. É comida de verdade (aquela das nossas avós) ou algo inventado nas indústrias? É uma comida muito processada? Você conhece ou sabe pronunciar os ingredientes? Sempre vá aos cantos do supermado é lá que encontra-se a comida natural, verduras, legumes, carnes, leite e derivados. A comida processada está no meio do supermercado. É preciso saber como a comida é produzida e a maioria das pessoas não sabe" indica ele. 
Pollan critica o alto consumo de comida industrializada
A reportagem do Cidades e Soluções afirma ainda que a obesidade se tornou um problema mundial devido ao alto consumo de comida industrializada, muitas vezes ela é subsidiada pelo próprio governo como ocorre nos EUA que estímula a produção de alimentos que funcionem à base de fast food. 

Agora, pare e pense: Slow Food é sustentabilidade pura e simples. Como já dissemos anteriormente a sustentabilidade pode e deve ser empregada em todas as nossas ações cotidianas. O ato de comer, do jeito que está, não representa uma atitude sustetável. A comida altamente processada e industrializada que consumimos em larga escala é grade culpada por parte do caos ambiental que vivemos hoje. O primeiro e mais óbvio sinal disso é que são produzidas em indústrias que para produzirem poluem. Segundo que para obter tais alimentos processados os alimentos precisam passar por tantos processos que chegam completamente distorcidos à sua mesa. A ingestão desses alimentos em excesso, estamos carecas de saber, não faz bem à saúde e perpetua uma cultura que simplesmente despreza a comida de verdade, natural, que faz bem e que todos nós precisamos. A homogeneização da alimentação e alimentos, como dito anteriormente, destrói os alimentos típicos de várias regiões e põe em risco a diversidade tão importante para a nossa sobreviência e a do meio ambiente. Alimentação sustentável é aquela que usa produtos regionais, naturais, sem conservantes, é a alimentação pensada pra nutrir e não pra encher. É a alimentação preparada com conhecimento, com cuidado, tudo o que é proposto pelo Slow Food.

E é por tudo isso que o Mandala se torna uma boa pedida pra você que se preocupa com seu bem estar e saúde. Eis a nossa filosofia: "Bem-vindo à nossa casa. Relaxe e sinta-se à vontade. Aqui, a boa refeição tem início com o seu bem estar. Por um breve momento, esqueça o que espera por você lá fora. Permita-se viver com toda a intensidade apenas o presente. E apreciar uma comida feita especialmente para você. Uma comida que alimenta a alma. Cozida e assada no tempo e da forma necessários para manter seu valor nutritivo. Com alimentos artesanalmente preparados, que preservam suas boas qualidades sem o uso de condimentos químicos. Produtos integrais e complementos saudáveis, como sal marinho e açucar mascavo. Uma comida que dá gosto. Ao fazer e ao degustar. O que faz do ato de se nutrir um ritual de prazer e purificação. Bom apetite". Combina ou não combina com a filosofia Slow Food? 

O Mandala
Então aproveite essa época especial e venha pra cá celebrar suas festas de fim da ano, com certeza elas ficarão muito mais leves e gostosas, ligue no 3261-6000 e saiba mias. Mas se você prefere levar nossos pratos pra sua ceia também pode! Acesse aqui e veja a lista especial de encomendas de fim de ano que preparamos pra você! Não deixe de nos visitar e permita uma pausa no seu dia dia pra provar nosso delicioso café de origem ou comprar lembrancinhas especiais preparadas com todo carinho pra você presentear quem ama nesse natal. Saiba mais aqui e aqui.

COP 16

Como dissemos em um post anterior está acontecendo em Cancún a COP 16, e o Restaurante Mandala prezando por um de seus principais pilares, a sustentabilidade e respeito ao meio ambiente, se dedica no post de hoje a comentar os fatos levados a cabo na reunião até agora.

Fonte: Grennpeace
Infelizmente o que parece ter acontecido até então é muito pouco ou quase nada em direção a medidas concretas. Segundo o Greenpeace, terminou ontem a primeira etapa do evento e nada há o que comemorar. "Nenhuma reunião formal ou discussão de documentos oficiais foi feita para deliberação das partes. Tudo foi informal." A expectativa é que esse quadro mude a partir de hoje quando começam as negociações políticas entre os representantes dos países. O representante do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo, disse que a discussão de documentos oficiais deve começar logo e diretamente entre as partes.

Segundo o portal Terra, "a expectativa é de que se aprovem documentos que deixem o caminho aberto para a assinatura de um tratado no ano que vem, em Durban, na África do Sul." Mas ao que parece esses documentos contém problemas que podem travar a continuidade do processo, como o excesso de possibilidades e nenhum concenso. Esse excesso de "caminhos a serem seguidos" atrapalha que os negociadores cheguem a um acordo no final da conferência. Na COP anterior a falta de um meio termo gerou resultados pífios sobre o que fazer. Desse modo, segundo o portal, os anfitriões mexicanos, decidiram colocar os países em duplas para resolverem as questões mais espinhosas. "Ao Brasil, junto com a Grã-Bretanha, coube a tentativa de resolver o trilho de negociações sobre o Protocolo de Kyoto, que vence em 2012, mas corre o risco de não ter sequência desde que o Japão, ainda na semana passada, anunciou não ter intenções de assumir novos compromissos sob o acordo." Isso porque o Japão quer que EUA e China também se comprometam, mas os EUA nunca deram sinal verde nesse sentido e a China tida como país em desenvolvimento não tem a obrigação de implementar cortes e está ancorada pelo Protocolo nesse sentido.

Desse modo, parece que um acordo forte não deve ser concretizado este ano. Mais uma vez os países perdem uma importante oportunidade de socorrer o planeta que está cada vez mais dando sinais de esgotamento, mas isso parece não ser suficiente para os nossos governantes que preferem manter a atividade econômica em pleno vapor a tentar encontrar formas de equilibrío, e leia-se, isso é possível. As organizações não-governamentais continuam lutando por algum resultado melhor através de diversos protestos realizados por seus ativistas na conferência, quem sabe elas não conseguem comover alguém?

Manifestantes protestam durante a COP-16, em Cancún
Foto: Cláudia Andrade/Terra
Continue ligado no blog do Mandala para saber os resultados da COP.

Sustentabilidade do meio ambiente

Uma das formas de responsabilidade social e sustenatabilidade mais usadas e difundidas pelas empresas em geral é a voltada para o meio ambiente. Talvez por isso a sustentabilidade esteja tão ligada à conservação do meio ambiente. A chamada neutralização é, certamente, uma das mais usadas dentro desse contexto. A prática ocorre da seguinte forma: pra tudo aquilo que você poluir planta-se um número x de árvores que vão neutralizar suas emissões de carbono. Clique aqui e saiba o processo detalhado. Essa neutralização acabou virando moda e saiu dos muros das empresas e pegou também as pessoas físicas, como eu e você, e que andam plantando árvores aqui e ali. A prática virou inclusive mantra de vários artistas ajudando a promover a neutralização como algo "legal e fácil" a ser feito pelo meio ambiente. Segundo o site Como Tudo Funciona, várias bandas famosas, como o Coldplay, lançaram álbums neutros de carbono, ou seja, produziram o disco e em seguida plantaram um bando de árvores. Mas a grande pergunta é: isso realmente funciona?


Segundo o mesmo site, alguns ambientalistas duvidam da eficácia dessas plantações, uma vez que muitas não são feitas de forma qualificada pelas empresas fornecedoras do serviço. Sim, existem diversas empresas que fazem o serviço e cobram por ele. Como os projetos são muito grandes (milhares de árvores a serem plantadas por um cd, por exemplo) as árvores são plantadas sem o devido cuidado técnico e acabam ficando abandonadas sem conseguir vingar.

O grande benefício dessa nova moda é que de uma forma ou outra as pessoas se conscientizam do problema e se mobilizam para fazer alguma coisa pelo meio ambiente. É preciso, no entnato, saber que atitudes isoladas como essas não resolvem o problema por completo. 

Algumas empresas muito conhecidas do nosso dia-dia realizam seu compromisso de sustentabilidade de forma parecida, as que mais se assemelham são a Ypê e a Aracruz celulose. A Aracruz com seus já velhos conhecidos eucaliptos e a Ypê com um programa chamado Florestas Ypê que, literalmente, faz exatamente essa  neutralização com o diferencial de que promove o devido acompanhamento de suas plantações e conscientiza a população local da importância de cuidar dessas árvores. Esse trabalho rendeu para a empresa por 3 anos seguidos o prêmio Top of Mind da Folha de São Paulo, na categoria Top Meio Ambiente e o TOP Ambiental ADVB-SP, em 2008.


Mas não é só de plantar que vivem os programas de sustentabilidade das empresas. No post que vem veremos outros casos voltados para o meio ambiente.

Se você quer neutralizar também, mas não tem dinheiro clique aqui e vá ao site Click Árvore, onde você ajuda a plantar árvores apenas clicando. Neste outro site, similar ao Google, o Ecosia, suas buscas na internet são convertidas em plantios de árvore. E mais uma dica, se você usa Twitter esse encurtador de links planta árvores a cada link reduzido: o verd.in.

O que é sustentabilidade?

Quem nunca ouviu falar de sustentabilidade? Há a alguns anos atrás, certamente, você não sabaria o que é isso. Hoje, no entanto, a palavra virou moda. Pra todo lado, em todo anúncio de empresa surge a palavra: sustentabilidade. Mas ainda assim, você sabe qual o real significado da palavra sustentabilidade? O que as empresas querem dizer quando se dizem sustentáveis?

Segundo o site Sustentabilidade o conceito da dita cuja é, "um conceito sistêmico, relacionado com a continuidade dos aspectos econômicos, sociais, culturais e ambientais da sociedade humana". Traduzindo significa preservar as riquezas culturais, sociais e ambientais para a geração futura usufruindo de tudo o que essa geração precisa. Ou seja, manter-se econômicamente ativo e ainda assim pensar no bem estar da sociedade.


Quando uma empresa se diz sustentável, ela quer dizer que consegue produzir seus bens ou serviços para movimentar a economia e ainda assim preservar a cultura, o meio ambiente e a própria sociedade. Pensemos em uma mineradora, sem meias voltas ela destrói o lugar por que passa. Para ser sustentável uma empresa desse tipo teria que pensar nos danos ambientais e à comunidade que vive naquele lugar. Automaticamente ela estaria pensando na cultura desse povo, preservando- a.


Portanto, sustentabilidade não se trata apenas de meio ambiente como faz parecer às vezes. Está relacionada com um conjunto muito maior de fatores que estão naturalmente ligados uns com os outros. Cada empresa tem uma política diferente de sustentabilidade. Que tal, avaliarmos algumas nos próximos posts?

A política de sustentabilidade do Mandala você já conhece, se não, basta clicar aqui e aqui.

Receitas sem desperdício

Com informações do site Gastronomia Responsável.

Como prometido, vamos aprofundar os quatro princípios do site, eis o primeiro:

As receitas devem ser feitas com o menor desperdício possível. Mas como fazer isso? Deve-se aproiveitar todas as partes dos alimentos, tais como: cascas, folhas, talos, sementes. Esses produtos que geralmente são descartados muitas vezes concentram a grande maioria dos nutrientes do mesmo. Como diz o site: "Quanto melhor os alimentos são aproveitados, menor é a necessidade de produção e a quantidade de matéria-prima retiradas da natureza. Com o aproveitamento integral, também se contribui para gerar menos resíduos."

O Mandala faz sua parte quando recicla todo seu lixo orgânico que é enviado ao final do dia para o sítio Mandala das Candeias onde vira um rico adubo que "alimenta" a terra onde são cultivados os alimentos que mais tarde retornarão ao restaurante para fazer parte do seu prato. Isso é sustentabilidade.

Outra forma de reduzir o desperdício na preparação dos pratos é não gastar grande quantidade de água ou energia. O site dá uma dica importante: "Já pensou em uma iluminação mais eficiente, ou ambiente que não exija ar condicionado?".

O ambiente do restaurante Mandala, além de valorizar a luz natural é bastante aberto permitindo ventilação natural. Na cozinha o uso do forno combinado, além de conferir mais sabor e qualidade aos alimentos, também economiza água, gás e espaço físico.

Como destaca o site a biodiversidade é a fonte primária para os alimentos e para eles serem cultivados sempre causam algum impacto nessa biodiversidade. Mas tudo isso é finito e daí a importância do não desperdício. "O relatório Estado do Mundo 2010, lançado em julho publicado pela ONG americana Worldwatch Institute (WWI), que compila dados sobre a situação dos recursos naturais no mundo. Atualmente, consome-se cerca de 25% a mais de recursos do que a natureza consegue repor, o que começa a esgotar os recursos naturais e interferir nos processos de renovação da natureza."

Você também pode fazer sua parte, aqui você encontra um link com uma série de reportagens do Globo Repórter para evitar o desperdício.