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Slow Food 3

Para você conhecer um pouco mais do Slow Food vamos reproduzir aqui o manifesto do movimento escrito em 1989 por Folco Portinari:

"O nosso século, que se iniciou e tem se desenvolvido sob a insígnia da civilização industrial, primeiro inventou a máquina e depois fez dela o seu modelo de vida.

Somos escravizados pela rapidez e sucumbimos todos ao mesmo vírus insidioso: a Fast Life, que destrói os nossos hábitos, penetra na privacidade dos nossos lares e nos obriga a comer Fast Food.

O Homo sapiens, para ser digno desse nome, deveria libertar-se da velocidade antes que ela o reduza a uma espécie em vias de extinção.

Um firme empenho na defesa da tranqüilidade é a única forma de se opor à loucura universal da Fast Life.

Que nos sejam garantidas doses apropriadas de prazer sensual e que o prazer lento e duradouro nos proteja do ritmo da multidão que confunde frenesi com eficiência.

Nossa defesa deveria começar à mesa com o Slow Food. Redescubramos os sabores e aromas da cozinha regional e eliminemos os efeitos degradantes do Fast Food.

Em nome da produtividade, a Fast Life mudou nossa forma de ser e ameaça nosso meio ambiente. Portanto, o Slow Food é, neste momento, a única alternativa verdadeiramente progressiva. 

A verdadeira cultura está em desenvolver o gosto em vez de atrofiá-lo. Que forma melhor para fazê-lo do que através de um intercâmbio internacional de experiências, conhecimentos e projetos?

Slow Food garante um futuro melhor. 

Slow Food é uma idéia que precisa de inúmeros parceiros qualificados que possam contribuir para tornar esse (lento) movimento, em um movimento internacional, tendo o pequeno caracol como seu símbolo." 

Chaplin à frente do seu tempo já criticava esse processo de mecanização do ser humano
Esse manifesto representa muitíssimo bem a importância de viver a vida um pouco mais devagar. A pressa que nos acomete hoje está cada vez mais constante e é muito importante que passemos a "curtir" com mais cuidado cada momento do nosso dia. Não só na alimentação, mas em qualquer outro momento. E foi pensando nisso que o movimento inspirou outros movimentos que também pregam o final da correria. O Slow Food já se tornou um estilo de vida sendo empregado no ambiente de trabalho e até nas artes. Descubra como isso é possível nos próximos posts.

Site Slow Food do Brasil
Acreditando que o Slow Food é um movimento que beneficia toda a sociedade, seu site passa a constar na nossa lista de endereços recomendados. Passe por lá dê uma lida e aplique os conceitos na sua vida, temos certeza que você vai ser muito mais feliz. 

E como você já sabe não existe um estabelecimento comercial com a marca Slow Food, apenas aqueles que aplicam as idéias no seu negócio. O Mandala procura desde sua inauguração em 1986 trazer até você uma refeição gostosa, saudável, rica e balanceada juntamente a um ambiente tranqüilo, silêncioso e que lhe permita saborear a comida como se deve. Acreditamos, portanto, que permitimos um momento de reflexão e pausa no seu dia para nutrir seu corpo. Venha sentir esse prazer no nosso empório, tomar um delicioso café de origem ou, se preferir, levar nossas delícias pra tornar sua ceia de natal mais gostosa (veja aqui).

Slow Food e a sustentabilidade

Como você pôde perceber no post anterior o Slow Food é uma verdadeira filosofia sobre o modo de comer. Como bem descreve Roberta Sá, coordenadora do movimento no Brasil, comer não é apenas matar a fome é algo a mais, é propor uma nova relação com o alimento, uma relação de prazer, é ficar sabendo de onde veio aquele alimento, como foi produzido e preparado até chegar a quem está comendo. É preciso experimentar novos sabores e se extravasar com as cores, texturas, sabores.

Mas como fazer isso com o tempo cada vez mais corrido? Com tantas coisas pra serem feitas ao mesmo tempo? As pessoas não acham mais necessário sentar-se à mesa e perder tempo. Comem qualquer coisa em qualquer lugar unicamente para matar a fome e despistar o estômago. Mas as pessoas se esquecem que o ato de comer representa conviver. Sentar-se à mesa é esquecer os problemas por algum tempo, conversar com as pessoas de quem se gosta, relaxar e principalmente, comer, não como ato de satisfazer uma necessidade física, mas uma necessidade espiritual enriquecedora e prazerosa. Sentir os sabores verdadeiramente e descobrir sabores até então desconhecidos e que às vezes fazem parte da realiade e da cultura de um povo, tudo isso dá um q a mais ao ato de se alimentar.
O exagero do fast food
O fundador do Slow Food, Carlo Petrini, fala que hoje está ocorrendo, graças à cultura do fast food, uma homegeneização do alimento em detrimento da diversiade de alimentos e alimentação. Comer todos os dias um habúrguer, batata frita, refrigerante ou salgado é cair na mesmice de sabores sem qualquer valor nutricional e se privar de experimentar outros temperos, outros alimentos e combinações. Você sabe qual alimento é típico da sua região? Já o provou? Sabe como preparar uma refeição com ele? Quando viaja tem a curiosidade de saber sobre a cultura culinária daquele lugar e provar pratos e alimentos típicos dali? A grande maioria das pessoas vai dizer não a essas perguntas e é exatamente isso que o Slow Food quer mudar propondo uma relação mais íntima entre quem come e o alimento que come.

Consumo de alimentos naturais é pósta de lado muitas vezes
Os adeptos do movimento se encontram uma vez por mês em volta de uma mesa e conversam sobre formas de divulgar o programa, é o chamado convívio (no Brasil existem cerca de vinte convívios em diversas regiões do país). A idéia é trazer o produtor pra perto de quem prepara o alimento, são sempre priorizadas iguarias regionais. O movimento faz uma volta no tempo incentivando o consumo de produtos regionais, atitude que melhora a qualidade de vida (seja da população que o produz, seja de quem consome). O movimento ainda ganha, em alguns casos, embasamento científico que ajuda a divulgar alimentos até então tidos como ruins ou inúteis. Alguns são pesquisados a fundo pra se descobrir seus valores nutricionais, qual a melhor forma de prepará-los ou como ressaltar seu sabor. Essas ações ajudam na preservação do alimento e da tradição de seu cultivo e ainda envolve a comunidade ao redor de sua produção. Pode-se resumir essa vertente do programa em "como fazer a comunidade pegar um produto local e produzi-lo caseiramente fazendo-o chegar diretamente ao consumidor final da forma mais natural possível? Desse modo, produtos regionais acabam sendo mais consumidos e muitos escapam da extinção ganhando um toque gastronômico, o Slow Food promove a degustação e comercialização desses alimentos.

Michael Pollan, jornalista famoso que prega uma mudança de hábitos na nossa alimentação é simpatiznte do Slow Food e diz que ele representa uma crítica à vida moderna, afinal, "todos nós estamos distantes da natureza, distantes uns dos outros e num ritmo tão acelerado que nossas vidas se tornam fragmentadas e não nos reconectamos com os desejos humanos mais básicos. O Slow Food é uma forma de ganhar nossas vidas de volta" argumenta ele. Pollan dá algumas dicas de como melhorar a alimentação: "verificar a composição da comida. É comida de verdade (aquela das nossas avós) ou algo inventado nas indústrias? É uma comida muito processada? Você conhece ou sabe pronunciar os ingredientes? Sempre vá aos cantos do supermado é lá que encontra-se a comida natural, verduras, legumes, carnes, leite e derivados. A comida processada está no meio do supermercado. É preciso saber como a comida é produzida e a maioria das pessoas não sabe" indica ele. 
Pollan critica o alto consumo de comida industrializada
A reportagem do Cidades e Soluções afirma ainda que a obesidade se tornou um problema mundial devido ao alto consumo de comida industrializada, muitas vezes ela é subsidiada pelo próprio governo como ocorre nos EUA que estímula a produção de alimentos que funcionem à base de fast food. 

Agora, pare e pense: Slow Food é sustentabilidade pura e simples. Como já dissemos anteriormente a sustentabilidade pode e deve ser empregada em todas as nossas ações cotidianas. O ato de comer, do jeito que está, não representa uma atitude sustetável. A comida altamente processada e industrializada que consumimos em larga escala é grade culpada por parte do caos ambiental que vivemos hoje. O primeiro e mais óbvio sinal disso é que são produzidas em indústrias que para produzirem poluem. Segundo que para obter tais alimentos processados os alimentos precisam passar por tantos processos que chegam completamente distorcidos à sua mesa. A ingestão desses alimentos em excesso, estamos carecas de saber, não faz bem à saúde e perpetua uma cultura que simplesmente despreza a comida de verdade, natural, que faz bem e que todos nós precisamos. A homogeneização da alimentação e alimentos, como dito anteriormente, destrói os alimentos típicos de várias regiões e põe em risco a diversidade tão importante para a nossa sobreviência e a do meio ambiente. Alimentação sustentável é aquela que usa produtos regionais, naturais, sem conservantes, é a alimentação pensada pra nutrir e não pra encher. É a alimentação preparada com conhecimento, com cuidado, tudo o que é proposto pelo Slow Food.

E é por tudo isso que o Mandala se torna uma boa pedida pra você que se preocupa com seu bem estar e saúde. Eis a nossa filosofia: "Bem-vindo à nossa casa. Relaxe e sinta-se à vontade. Aqui, a boa refeição tem início com o seu bem estar. Por um breve momento, esqueça o que espera por você lá fora. Permita-se viver com toda a intensidade apenas o presente. E apreciar uma comida feita especialmente para você. Uma comida que alimenta a alma. Cozida e assada no tempo e da forma necessários para manter seu valor nutritivo. Com alimentos artesanalmente preparados, que preservam suas boas qualidades sem o uso de condimentos químicos. Produtos integrais e complementos saudáveis, como sal marinho e açucar mascavo. Uma comida que dá gosto. Ao fazer e ao degustar. O que faz do ato de se nutrir um ritual de prazer e purificação. Bom apetite". Combina ou não combina com a filosofia Slow Food? 

O Mandala
Então aproveite essa época especial e venha pra cá celebrar suas festas de fim da ano, com certeza elas ficarão muito mais leves e gostosas, ligue no 3261-6000 e saiba mias. Mas se você prefere levar nossos pratos pra sua ceia também pode! Acesse aqui e veja a lista especial de encomendas de fim de ano que preparamos pra você! Não deixe de nos visitar e permita uma pausa no seu dia dia pra provar nosso delicioso café de origem ou comprar lembrancinhas especiais preparadas com todo carinho pra você presentear quem ama nesse natal. Saiba mais aqui e aqui.

Sloow Food 2

No post passado falamos do movimento sloow, agora vamos nos concentrar apenas no sloow food.

Em 1986 surgiu um movimento contra a invasão do Fast Food liderado pelo jornalista Carlo Petrini e em 1989 ele se tornou uma associação internacional sem fins lucrativos. O movimento que começou com 500 membros, hoje tem mais de 100 mil participantes espalhados pelo mundo, no total são 132 países participantes. O movimento se expandiu e agora atua como defensor do meio ambiente através do projeto "Arca do Gosto" que prega a defesa da biodiversidade  por meio da salvação de espécies de alimentos em extinção, assunto bastante explorado aqui no blog. No Brasil o programa protege os seguintes alimentos, o guaraná plantado pela tribo Sateré-Mawé da Amazônia, o palmito jussara da mata-atlântica, o umbu do semi-árido e o feijão do canapu que cresce no Maranhão e no Piauí.


Margarida Nogueira foi quem introduziu o movimento no Brasil e disse à Revista Galileu Edição 171: "ao salvar espécies ajudamos não só o pequeno produtor que sofre com a concorrência das grandes corporações, mas salvamos receitas e tradições que corriam o risco de sumir". Homero Vianna, o representante do movimento em Minas Gerais, quer colocar o queijo minas na lista protegida pela "Arca do Gosto".

A união desses dois conceitos, sentir o prazer de comer e comer alimentos que não estão em risco de extinção, é chamada pelo movimento de ecogastronomia. Segundo o site do Sloow Food Brasil, "O princípio básico do movimento é o direito ao prazer da alimentação, utilizando produtos artesanais de qualidade especial, produzidos de forma que respeite tanto o meio ambiente quanto as pessoas responsáveis pela produção, os produtores."

No próximo post aprofundaremos ainda mais no assunto,e não deixe de assistir a reportagem produzida pela Globo News sobre o assunto. É grande, mas pra que correr? Seja mais sloow!





Arca do gosto no Brasil

No post passado falamos dos produtos brasileiros protegidos pela "Arca do Gosto" o projeto de preservação de alimentos típicos e ameaçados de extinção de vários países do mundo pelo movimento do Sloow Food. Publicamos agora a lista completa de alimentos brasileiros que fazem parte do projeto.


Berbigão
Cagaita
Cambuci
Licuri
Mangaba
Ostra de Cananéia
Pequi
Néctar de Abelhas Nativas
Pinhão
Aratu
Arroz Vermelho
Babaçu
Bergamota Montenegrina
Farinha de Batata Doce Krahô
Marmelada de Santa Luzia
Pirarucu
Umbu
Palmito Juçara
Guaraná Nativo Sateré-Mawé
Feijão Canapu
Castanha de Baru

Sloow Food 1

Já ouviu falar no Sloow Food? É um movimento surgido em 1986 contra a invasão do Fast Food. É algo como, o movimento para comer devagar. Mas antes de tratarmos deste assunto precisamos mergulhar num mundo muito mais diverso que apenas o da alimentação. O movimetno que prega o ritual do "devagar" abrange muitas outras áreas.

Os dias de hoje andam extremamente agitados, quem não concorda com isso? O tempo parece correr cada vez mais depressa e as 24 horas de um dia não são suficientes para comportar todas as nossas atividades. Sempre nos pegamos desejando umas horinhas a mais para deixar nossa agenda em dia. É o trabalho, os filhos, os estudos, o trânsito caótico, a esposa, o marido, o namorado, a namorada...tudo é motivo de correria. Com tudo isso o tempo pra olharmos pra nós mesmos está cada vez mais escasso.


Em sua edição 171 a Revista Galileu trouxe uma reportagem sobre sobre esse movimeto "sloow" que prega maneiras de diminuir o ritmo fazendo sobrar mais tempo pra si mesmo e seus familiares. 

Carl Honoré autor do livro "Devagar" já lançado no Brasil, disse à revista que, esse movimento é o início de uma revolução cultural que visa colocar a qualidade acima da quantidade, uma espécie de "filosofia do devagar". Ainda segundo a revista toda essa agitação seria "culpa" de nosso sistema econômico que faz parecer que desacelerar o ritmo fará com que percamos muita coisa. Sem falar que, hoje, com esse bombardeio de informações de fácil acesso e as constantes novidades tecnológicas essa sensação se torna ainda mais forte.


Já existem iniciativas para colocar esse "modo de vida" alternativo em prática. Há 15 anos foi fundada na Alemanha a Sociedade para a Desaceleração no Tempo que prega a reflexão sobre esse modo de vida agitado que permeia a nossa sociedade hoje.

Na próxima segunda-feira faleremos especificamente do Sloow Food, amanhã é dia de sustentabilidade.