.

.

..............................Conecte-se com o Mandala.........................

Mostrando postagens com marcador Alimentos em Extinção. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Alimentos em Extinção. Mostrar todas as postagens

Alimentos em extinção - final

Durante diversas semanas falamos, aqui no blog do Mandala, sobre os alimentos, do Brasil e do mundo, que se encontram em risco de extinção. Falamos detalhadamente sobre os principais deles e agora, no último post sobre o assunto, faremos uma reflexão sobre os motivos que levaram esses alimentos a quase desaparecer da nossa cultura.  

Os primeiros posts sobre o tema tratava exclusivamente de espécies marinhas em extinção. Não é difícil entender porque várias espécies como o Cherne, as Garoupas e até mesmo o famoso Atum, estão em extinção. A pesca predatória e que não respeita as épocas de reprodução e desova dos peixes, coloca em risco todas essas espécies da fauna marinha que tende a ficar cada vez mais pobre e desequilibrada. Segundo dados da FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), cerca de 70% das reservas mundias de peixes estão próximas da superexploração.

As embarcações pesqueiras matam muitos peixes

Alimentos em extinção - mundo

Quarta-feira é dia de falar dos alimentos em extinção. Nesta quarta falaremos dos alimentos em extinção ao redor do mundo, uma vez que, já falamos dos alimentos brasilieros em diversas postagens anteriores (clique aqui para ler).

Itália: Aspargo Violeta de Albenga: um dos motivos da diminuição da sua área de produção (300 hectares em 1930 para 10 hectares em 2000) é o alto preço dessa variação de aspargo. Além de exigir técnicas de cultivo especiais ele demora muito pra chegar ao estágio de colheita.

Aspargo Violeta Fonte: receitasmarinpreciado

Alimentos em extinção da Arca do Gosto - final


Esse é o último post que trata dos alimentos brasileiros em risco de extinção e protegidos pela "Arca do Gosto" do Slow Food. Falaremos hoje do Guaraná Nativo Sateré-Mawé e Castanha de Baru.

Guaraná Nativo Sateré-Mawé: quando as flores da árvore de guarná amadurecem elas saem de cena pra dar lugar às famosas frutas cuja "casca" se abre ao longo do tempo extirpando sua polpa com núcleo negro. Daí a semelhança do guaraná com olhos, vai falar que nunca reparou? Os índios também têm essa impressão e segundo a lenda, da qual acreditam, as frutas se originaram dos olhos enterrados de uma criança assassinada. Aposto que isso você não sabia!

Os índios acreditam que o guaraná teve origem num assassinato

Alimentos em extinção da Arca do Gosto 5

Nossas postagens sobre alimentos em extinção da "Arca do Gosto" estão quase chegando ao fim. Hoje falaremos das seguintes iguarias brasileiras protegidas pelo moviento do Slow Food: a Marmelada de Santa Luzia, o Palmito Juçara e o Umbu.

Marmelada de Santa Luzia: produzido a partir de marmelos da região de Luziana (antigamente chamada de Santa Luzia, daí o nome do doce) em Goiás por comunidades quilombolas (escravos refugiados em quilombos, ou descendentes de escravos negros cujos antepassados no período da escravidão fugiram dos engenhos de cana-de-açúcar, fazendas e pequenas propriedades onde executavam diversos trabalhos braçais para formar pequenos vilarejos chamados de quilombos). A receita está entre eles há diversas gerações e já virou tradição no estado.

A Marmelada de Santa Luzia

Alimentos em extinção da Arca do Gosto 4

Hoje é dia de falar de alimentos em extinção protegidos pelo movimento "Arca do Gosto".

Arroz vermelho: também conhecido como arroz-da-terra e arroz de veneza, o estado da Paraíba é o local mais abundante de arroz vermelho no Brasil. Antes disso ele já foi produzido na Bahia e no Maranhão. Neste último estado permaneceu por um bom tempo até que em 1772 a Coroa Portuguesa proibiu a produção de arroz vermelho permitindo apenas a produção de arroz branco.

Arroz vermelho
As residências e restaurantes da Paraíba usam largamente o arroz vermelho em seus pratos, segundo o site do Slow Food Brasil, "em alguns municípios do Sul do Ceará, o arroz vermelho já foi um importante componente da dieta alimentar das mulheres parturientes, pois se acredita que o produto possua propriedades que propiciam o aumento da produção de leite materno."

A produção dessa variação de arroz vêm caíndo ao longo do tempo e hoje representa cerca de um terço do que foi no passado. Ainda segundo o site, o Vale do Rio Piancó, que tem solos muito férteis e isolamento geográfico, é o único refúgio desse alimento em todo o país. Também por esse isolamento o arroz vermelho do Vale é cultivado sem produtos químicos e com técnicas rudimentares e manuais. Tudo isso aliado a poucos lugares plantados diminui muito sua produção se comparado com a do arroz branco, por exemplo. Pensando na preservação desse alimento formou-se a Fortaleza do Arroz Vermelho com o o bjetivo de melhorar as condições de trabalho para o processamento do arroz colhido e auxiliar na venda do produto.

Babaçu: é o nome de uma palmeira típica do nordeste brasileiro e que produz pequenos côcos dos quais se extrai um óleo com aroma de avelã usado na culinária local e na indústria de cosméticos. O mesocarpo do côco também é usado para a fabricação de farinha e carvão. A fruta do babaçu serve não só como alimento, mas também como forma de sobrevivência da comunidade local. Faz parte dessa comunidade, as quebradeiras de côco babaçu que são resposáveis pela coleta do mesmo.

Babaçu
Segundo o site do Slow Food Brasil, "a apropriação ilegal da terra por grandes empresas e o aumento de cultivo de soja em grandes monoculturas industriais estão ameaçando a sobrevivência da produção do coco de babaçu." Só no sul do Maranhão cerca de 1550 famílias vivem da extração de babaçu.

Farinha de batata doce Krahô: a iguaria é produzida pelos índios Krahô e considerada herança cultural. O ritual de preparação da farinha é muito antigo e considerado uma tradição, eis o processo: "a farinha de batata doce é produzida no início da estação da seca, entre abril e junho. As variedades de batata doce utilizadas na produção da farinha são muitas. Depois de colhidas, as batatas são lavadas, envolvidas em folhas de bananeira e cozidas sobre a brasa. Depois do cozimento, as batatas são socadas e amassadas com as mãos. Em seguida, a massa é colocada para secar sobre esteiras feitas com palmeiras locais, chamadas catu, por cerca de 3 dias. As esteiras são apoiadas em cavaletes, e em alguns casos cobertas por uma rede, para proteger a farinha.

A farinha é conservada em bolsas de palha (pocotu), fabricadas com as folhas das mesmas palmeiras usadas para a fabricação das esteiras, trançadas manualmente pelas mulheres da aldeia. O produto é conservado por mais de um ano. É cozida como um creme, com água e misturada com leite de vaca ou leite de coco e mel, ou usada como base para uma sopa típica, junto com a farinha do fruto de macaúba, outra palmeira local."

Índio Krahô. Fonte: raizculturablog
Esses índios vivem em dezesseis aldeias no cerrado, estiveram perto da extinção até que criaram a Associação União das Aldeias Krahô (Kapey) que ajudou na preservação das tradições desses índios e também de suas vidas.

As informações são do site Slow Food. 

No site do Slow Food é possível encontrar endereço e telefone dos produtores pra contato, bem como, mais informações sobre essas e outras iguarias ameaçadas. 


Leia mais posts sobre alimentos em extinção, clique aqui.


Alimentos em extinção da Arca do Gosto 3

Hoje o tema do nosso post de alimentos em extinção será: o néctar de abelhas nativas, o pinhão da serra catarinense e o Aratu. Todos eles são protegidos pelo programa "Arca do Gosto" do Slow Food Brasil.

Néctar de Abelhas Nativas: falaremos especificamente das abelhas canudo que fazem parte de uma família de abelhas americanas que incluí 300 espécies diferentes, todas elas muito pequenas e sem ferrão. As abelhas canudo são responsáveis pela polinização de pelo menos 80% da flora amazônica.

Abelha Canudo. Fonte: img.ibiubi
Essas abelhas são criadas em aldeias locais que preservam seu mel muito aromático e saboroso. "Cada espécie de Meliponinae produz um néctar diferente. O néctar produzido pelas abelhas canudo tem um alto teor de água e açúcar, um alto nível de acidez e propriedades medicinais."

Para proteger esse néctar a Fundação Slow Food se aliou aos índios Sateré-Mawé criando uma fortaleza. "A Fortaleza pretende preservar essas abelhas e a Floresta Amazônica para assegurar que a polinização da flora da região continue acontecendo e para que os índios tenham uma fonte de renda."

Pinhão da Serra Catarinense: o pinhão é na verdade uma semente da Araucária Angustifolia. Medindo cerca de 4cm ela tem forma alongada e cor marfim protegida por uma casca dura e grossa.

"Pesquisas históricas e achados arqueológicos mostram que os indígenas Kaingang e Xokleng, antigos habitantes desta área, viviam da caça e da coleta do pinhão. O pinhão representou um alimento fundamental, no passar dos séculos, também para outros povos indígenas e para os descendentes de italianos e alemães que colonizaram esta área."

Pinhão. Fonte: 1senhorsabor
Sempre foi considerado um alimento pobre em nutrientes sendo consumido de duas maneiras principais: cozido e moído com carne seca ou cozido com verduras e carnes. A Serra Catarinense tem sua economia baseada nos recursos naturais e por ter grande quantidade de Araucária, a árvore do pinhão, ela foi altamente explorada e quase desapareceu ao longo dos séculos sendo substituída pelo Pinheiro Canadense que possui uma madeira mais apreciada que a da Araucária. Segundo o site do Slow Food estima-se que da cobertura original da árvore tenha sobrado apenas 1%.

Com o objetivo de proteger a vegetação nativa da região o Slow Food mantém uma série de parcerias, uma delas com a Cooperativa Ecoserra, que trabalha para promover uma coleta sustentável e salvaguardar o equilíbrio do ecossistema, conservando a Floresta de Araucária e ajudando os produtores a obter uma remuneração mais adequada.

Aratu: é um pequeno caranguejo com carne delicada e muito saborosa. Facílmente encontrado nos mangues do Sergipe, nordeste do Brasil,  pertence à família dos Grapsidae e vive em buracos na areia ou dentre os ramos da vegetação.

A pesca do Aratu sempre foi uma atividade feminina e ligada à subsistência, mas com a chegada da eletricidade ele começou a ser vendido congelado para restaurantes por preços extremamente baixos. Com o tempo a quantidade de aratu foi diminuindo, seja pelo alto consumo ou pela criação intensiva de camarões na área, poluindo os manguezais com a ração usada para a alimentação. O aratu se encontra em sério risco de extinção.

simonesilvarn1
Dessa forma surgiu a Fortaleza do Aratu no povoado de Cajazeiras em Santa Luzia do Itanhy, uma área com alta taxa de pobreza e analfabetismo cujas famílias vivem da pesca do caranguejo. Segundo o site do Slow Food: "é urgente apoiar, em colaboração com instituições locais, a criação de uma área dedicada ao repovoamento do aratu e para reduzir a pressão da pesca deste crustáceo, diferenciando a coleta dos recursos pesqueiros. Ao mesmo tempo, é importante trabalhar com os produtores desta comunidade."

As informações são do site Slow Food. 

No site do Slow Food é possível encontrar endereço e telefone dos produtores pra contato, bem como, mais informações sobre essas e outras iguarias ameaçadas.


Semana que vem tem mais!

Alimentos em extinção da Arca do Gosto 2

Hoje continuaremos a falar dos alimentos em extinção protegidos pela "Arca do Gosto" do Slow Food, os escolhidos foram: licuri, mangaba e pequi.
Licuri: também conhecido como ouricuri, auricuri e nicuri é uma fruta típica do semi-árido nordestino (caatinga) abrangendo o norte de Minas Gerais, uma parte da Bahia, Pernanbuco, Sergipe e Alagoas. A árvore dá folhas bem compridas: cerca de 3m de comprimento. Tem folíolos (são as subdivisões das folhas) verde escuros e arranjados em vários planos. O fruto tem formato de côco ou amêndoa e é usado não só na alimentação (licuri torrado, licuri caramelado, granola, cocada,  paçoca, biscoitos, óleo, leite-de-coco etc) como também em artesanatos e combustível para forno a lenha (leia-se, a casca). Como ocorre na maioria das vezes com alimentos típicos é fonte de alimento e sustento para diversas comunidades. Segundo o site Slow Food: "Em pesquisa etnobotânica realizada em fevereiro 2007 pela Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia (UESB), foi verificado que mais de 50% das famílias de Jaboticaba trabalham com o licuri, e em muitas vezes esta atividade é a única fonte de renda de famílias inteiras."

Licuri. Fonte: site terramadre
Mangaba: é uma fruta esférica amarela ou esverdeada e muitas vezes com pintas vermelhas. Tem um cheiro forte e adocicado com polpa branca e (amolecida). Tem um sabor bastante doce e levemente acidulado podendo, portanto, ser comida in natura. Dela também fazem-se sucos, sorvetes, geléias, doces em calda, compotas, vinhos e xaropes. Sua árvore frutifica em solos pobres e arenosos com poucos nutrientes. É uma fruta tipicamente brasileira sendo muito encontrada nos tabuleiros (forma de relevo constituída por pequenos platôs, de altitude em geral modesta, entre vinte e cinqüenta metros, limitados por escarpas abruptas, denominadas barreiras) e baixadas litorâneas do nordeste, cerrado do centro-oeste, Minas Gerais e parte da Amazônia. Mais uma vez é fonte de sobrevivência para a população que a consome. Segundo o site Slow Food, "No período de novembro a abril, em diversos estados do Nordeste, a colheita de mangaba é uma das únicas fonte de renda de centenas de famílias, que sobrevivem da colheita da fruta em áreas nativas."

Mangaba. Fonte: portalsaofrancisco
A fruta termina de amadurecer no chão quando desprende-se da árvore. Por isso os que colhem a fruta são chamados de catadores. Os frutos encontrados no chão são os mais apreciados por estarem no ponto certo de consumo, porém, este precisa se dar rapidamente, afinal, as mangabas são muito perecíveis. Outras partes da árvore utilizadas são: a casca que tem propriedade adstringente, o látex (extraído do tronco) como antinflamatório e as folhas contra cólicas menstruais.
Pequi: também chamado de piqui, jiquiá e piquirana é uma fruta espinhosa típica do cerrado brasileiro (distribuído pelos estados da Bahia, Ceará, Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Pará, Piauí, Rio de Janeiro, Sã Paulo e Tocantins), sua árvore atinge cerca de 10 metros e possui flores grandes e amarelas que surgem de setembro a dezembro. Cada planta fornece em média 6 mil frutos de janeiro a abril, época de frutificação. O fruto não muda de cor nem quando está maduro (apenas amolece). Em seu interior pode-se encontrar mais de uma "amêndoa" envolta de de uma polpa amarela, branca ou rosada. É altamente calórica e possui um sabor característico o que faz com que seu uso como condimento na preparação de diversos alimentos seja muito comum. 

Pequi. Fonte: centraldocerrado
O pequi possui um óleo comestível rico em vitamina A e proteínas. Esse óleo, portanto, serve não só como forma de complemento na alimentação da população local como também de matéria prima para a indústria na confecção de cremes e sabonetes. Em Minas Gerais sua extração é importante para a alimentação do sertanejo além de ser uma importante fonte de renda. 

As informações são do site Slow Food. 

No site do Slow Food é possível encontrar endereço e telefone dos produtores pra contato, bem como, mais informações sobre essas e outras iguarias ameaçadas.

Alimentos em extinção da Arca do Gosto


Berdigão, cagaita, cambuci. Você conhece esses alimentos? Saiba que eles estavam em extinção e agora são protegidos pelo projeto "Arca do Gosto" do Slow Food. Iniciamos hoje uma série de posts sobre alimentos em extinção protegidos pelo movimento. Pra começar vamos falar desses três alimentos aí de cima:

Berdigião: também conhecido como marisco-de-areia, papa-fumo, samanguaiá, entre outros, é encontrado das Ìndias Ocidentais até o Uruguai, no Brasil, é encontrado no litoral de Santa Catarina. O molusco desenvolve-se no baixio (uma mistura de areia e lama), "possui concha trigonal, com até aproximadamente 37 mm de comprimento, 32 mm de altura, 23 mm de largura em adultos. Tem brilho vítreo e coloração amarelada, apresentando freqüentemente manchas ou faixas sinuosas cinzas escuras, de interior porcelanoso, muitas vezes com manchas acinzentadas na região posterior." 

Berdigão. Autor: DarkSpirit. Fonte: br.olhares
Nas regiões em que é encontrado é extramamente explorado  e comercializado. É muito rico em nutrientes e tem um sabor excelente, faz parte da famosa "sopa de marisco branco". "Atualmente é permitido pescar todos os dias da semana (dependendo da maré), com um limite de 9 latas de 18 litros por família. Cada lata rende cerca 1,4 kg de carne no inverno. No verão são 1,10kg por lata.  O período de defeso ideal seria de novembro a fevereiro, quando a água está mais quente. Neste período o berbigão está mais frágil e quando pescado resiste apenas 24 horas". 

O berdigão é fonte de renda para as famílias dos pescadores artesanais que vendem os mariscos a empresas que trabalham com frutos do mar e que, por sua vez, abastecem  o comércio local e outros estados brasileiros. A casca do berdigão também é comercializada para a fabricação de farinhas ou para a confecção de trabalhos artesanais como molduras, mosaicos, lustres etc.

Cagaita: é uma fruta 100% brasiliera e típica do cerrado, região centro-oeste do país. Sua árvore é de porte médio e lembra uma goiabeira. Floresce de agosto a setembro e frutifica de setembro a outubro. A fruta tem de dois a três centímetros de diâmetro, amerelo pálida e polpa de cor creme, o sabor é um pouco ácido. A fruta é consumida in natura ou em forma de doces, geléias, sorvetes e sucos. Além do uso culinário a casca é usada para curtumes (processo por que passa o couro cru tornando-o utilizável para a indústria) e as folhas como anti-diarréica (apesar de o fruto estar associado a laxante quando consumido em excesso - daí o nome de "cagaita"). 

Cagacita. Autor: Claudio F. Lima Fonte: br.olhares
Muitas comunidades do cerrado usam a cagaita como fonte de sobreviência, mas o avanço da pecuária e agricultura intensiva na região provocou a derrubada de várias árvores preocupando os produtores que atualmente fazem o beneficiamento dos frutos e replantio das árvores como forma de preservação não só da árvore, mas também, da cultura local. 

"Os produtos da agroindustria, inclusive a geléia de cagaita, são comercializados, principalmente através da Central de Comercialização do Cerrado, entidade com a qual a associação da qual fazem parte, a Associação de Desenvolvimento Comunitário do Caxambu - ADCC mantém parceria. A Central tem aberto mais canais de comercialização e divulgação dos produtos."

Cambuci: é uma fruta nativa da mata-atlântica, tem um formato peculiar parecendo naves espaciais (as de et). Este formato é que lhe deu nome, cambuci é derivado de kamu'si ' que significa vaso, pote ou urna funerária dos tupis. Sua árvore é parente da goaibeira, pitangueira e jabuticabeira. Pode chegar aos 8 metros de comprimento em formato quase piramidal. As flores desabrocham de agosto a novembro e os frutos aparecem de janeiro a abril sendo sempre verdes (mesmo quando maduros). Possui polpa cremosa e suculenta com poucas sementes, por seu gosto mais ácido (assemelhando-se ao limão, mas um pouco mais doce) é usada principalmente para aromatizar cachaça. Essa acidez não impede, no entanto, que jacús, pacas, macacos e tucanos consumam o fruto. 

Cambuci. Fonte: estadão.com.br
Assim como a mata-atlântica brasileira, o cambuci, praticamente desapareceu sendo encontrada em alguns pomares domésticos nas cidades de Serra do Mar, Paranapiacaba, Salesópolis entre outras. Muitos municípios estão adotando a fruta como produto típico, uma vez que, sua transformação em diversos pratos doces e salgados está se tornando cada vez mais comum e isso tem aumentado seu consumo e logicmanete seu plantio o que ajuda a preservar a espécie. "Rico em fibras, o cambuci é ainda ótima fonte de vitamina C, outras vitaminas e sais minerais,  além de possuir agentes antioxidantes e taninos que combatem radicais livres, retardam o envelhecimento e fortalecem o sistema imunológico."

No site do Slow Food é possível encontrar endereço e telefone dos produtores pra contato, bem como, mais informações sobre essas e outras iguarias ameaçadas.

No próximo post falaremos sobre outras espécies ameaçadas, mas protegidas pela "Arca do Gosto", até!

Peixes em extinção - FINAL

Hoje é dia de falar dos alimentos em extinção. Vamos para a última parte dos peixes em extinção, falaremos das espécies listadas em preto (confira a lista aqui) que você deve recusar onde for, afinal estas estão proibidas para consumo.

Cação Anjo: segundo o Discovery Channel "é um peixe das profundezas que se enterra nos solos arenosos ou lodosos durante o dia. O seu corpo achatado e sua excelente camuflagem permitem que ele se esconda das presas potenciais, que são atacadas inesperadamente quando passam na sua frente." Muito encontrado no leste do Oceano Pacífico possui fendas branquiais na parte de baixo da cabeça e por isso pode ser considerado uma raia.
Devido à pesca intensiva já não existe no Mar do Norte e está seriamente ameaçada em sua área de ocorrência que abrange o nordeste do Atlântico, Noruega, Ilhas Canárias, Mar Mediterrâneo e Mar Negro.
Curiosidade: a diferença entre cação e tubarão, é que quando você come o nome é cação, quando você é comido, um tubarão. Cação e tubarão são a mesma coisa.



Mero: sua pesca, captura, transporte, comercialização, beneficiamento e industrialização está proibida até setembro de 2007 pela Portaria IBAMA Nº 121 de 20 de setembro de 2002. Prevista na Lei de Crimes Ambientais, uma multa de R$ 700,00 a R$ 1.000,00 ou uma pena que varia de 1 a 3 anos de detenção pode ser aplicada aos infratores que pescarem os meros, segundo a Wikipédia ele "pertence à família dos serranídeos, e representa, juntamente com garoupas, chernes e badejos, uma das maiores espécies de peixes marinhos, podendo chegar a pesar de 250 kg a mais de 400 kg e medir 2,7 metros. São encontrados em lajes, estuários e manguezais" e por serem muito grandes e lentos tornam-se alvo fácil dos pescadores. Vale lembrar que esse peixe não tem predadores naturais (só nós). 
Existe uma grande mobilização de vários segmentos da sociedade pela conservação desta espécie. Um bom exemplo é o programa Meros do Brasil patrocinado pela Petrobrás


Caranha: segundo o site pesca.tur.br, possui um corpo forte e alongado com lábios grossos e dentes fortes. Possui várias cores diferentes (pardo erverdeado, manchado, róseo escuro ou pardo avermelhado), alcança cerca de 1,5m de comprimento e mais de 75kg. É muito comum na costa do Brasil principalemte em recifes e áreas rochosas. Durante o dia fica escondido e sai à noite pra se alimentar. Os jovens vivem em cardumes da mesma espécie ou de outras espécies. A carne é boa pra consumo, mas em algumas áreas pode apresentar toxinas.

Peixes em extinção 2

Continuando o post da quarta-feira anterior, vamos continuar a lista de peixes em risco de extinção. Hoje vamos falar das espécies que se encontram na lista vermelha, ou seja, com grande risco de serem extintas em pouco tempo. Para acessar a lista completa clique aqui.


Albacora: mais conhecido como atum (sim, aquele do supermercado) ele está com sérios riscos de extinção, nem precisa falar porque, né? De acordo com o Terra alguns tipos de atum já apresentam uma queda de 90% no número de exemplares existentes no Oceano Índico. Ainda segundo o site, "o Japão é o maior consumidor de atum em todo o mundo. Diversos mercados existentes no país vendem esse tipo de peixe para ser cozinhado em casa ou o prato já preparado. Nos últimos anos, o país tem sentido na pele os efeitos da pesca sem limites. Especialistas alertam que, se a pesca não for reduzida, o atum irá desaparecer em pouco tempo".

Segundo o site Pesca.tur eles podem ser encontrados em toda a costa brasileira por preferirem, em geral, águas em temperaturas mais elevadas. São carnívoros com preferência por peixes e moluscos, seu tamanho é variável de acordo com a espécie, atingindo pesos entre 50 e mais de 600 quilos (Atum-azul). Ainda segundo o site, "são peixes que nadam em cardumes numerosos, muitas vezes mistos entre duas ou mais espécies de atum. Podem estar acompanhados de golfinhos e até baleias."

Saindo um pouco da área dos peixes, temos o Caranguejo-Uçá: de acordo com o site Brasil Sabor ele é uma das espécies mais encontradas nos manguezais brasileiros principalmente no norte. Tem patas carnudas e peludas, vive em tocas cavadas em meio ao lamaçal e só saem de lá em busca de alimento. São menos ariscos que o caranguejo tradicional o que o torna presa fácil dos predadores (nós, principalmente).

Márcio Anderson
Segundo o IBAMA a exploração do caranguejo-ucá é de grande importância para a população local, o ciclco que vai desde a captura até a venda final gera diversos empregos. Depois de preparados eles são servidos em bares e restaurantes nas áreas turísticas do Nordeste sendo muito procurados pelos turistas.

Cherne: de acordo com a Revista Pesca e Companhia, essa espécie habita grandes profundidades de água salgada. Com corpo comprido e coloração que varia de marrom avermelhado a ferrugem é um peixe carnívoro que se alimenta de outros peixes, camarão e lula.


De acordo com o site: "Os chernes preferem habitar as águas subtropicais dos Oceanos Atlântico e Pacífico. No Brasil, é bastante comum nas Regiões Norte e Nordeste; no Sudeste e no Sul sua incidência é mais rara.

Peixes em extinção

Hoje, começamos a ver um pouco mais sobre os alimentos considerados em risco de extinção. De acordo com essa lista aqui, vamos orientar nossas postagens que vão falar dos peixes que começam a apresentar declínio na abundância devido à atividade pesqueira.

  • Agulhão: é um peixe da família Isthiophoridae que possui uma grande nadadeira dorsal em forma de vela e o maxilar superior alongado, formando um grande e fino bico. Alguns chegam a ter mais de 3m de comprimento e 65kg. Segundo o site Pesca.tur.br, costumam ser encontrados "em águas costeiras, nos locais mais profundos, porém abundam nas camadas superiores da água azul, de temperatura entre 22 e 28ºC. No verão aproximam-se mais da costa. Os indivíduos são solitários, mas formam cardumes durante a época reprodutiva e eventualmente para alimentação. " Seu uso culinário se restringe a sashimi e ceviche não sendo utilizado em outras receitas.
  • Baiacu: segundo o Pesca.tur.br existe uma infinidade de baicus, apenas dois são comestíveis e muito encontrados no Rio de Janeiro e Espírito Santo, o Baiacu Arara e o Oceânico. Todas as outras espécies possuem um veneno mortal. De acordo com o blog De Olho na Culinária, os japoneses "pagam de 50 a 160 dólares por pessoa para uma refeição completa com baiacu."
  • Garoupas: segundo o Pesca.tur.br é um dos peixes mais cobiçados pelos caçadores submarinos porque pode atingir grandes tamanhos. mais de um metro e cerca de 50kg. São também muito usados na culinária por conter uma macia carne branca. É encontrado durante todo o ano, mas no calor aumenta de número, de acordo com a Wikipédia"são habitantes dos oceanos tropicais, sub-tropicais e temperados, vivendo geralmente em fundos coralinos ou rochosos onde têm o hábito de se esconderem."

Alimentos em extinção

Espécies ameaçadas de extinção. Essa frase nos remete diretamente a animais e plantas em risco, mas a verdade é que muitas das coisas que você come também estão em risco de desaparecer.Segundo uma reportagem da revista Vida Simples de Priscilla Santos, cerca de 800 produtos em uma lista mundial de alimentos estão com risco de desaparecer. O catálogo internacional chama-se Arca do Gosto, foi elaborado e é atualizado constantemente por chefs de cozinha, agrônomos, cientistas da alimentação, jornalistas e antropólogos, que se voluntariam em um projeto da Fundação Slow Food (que será tema de alguns posts, em breve) pela Biodiversidade, presidida por Carlo Petrini.


A idéia do projeto é preservar não só alimentos, mas também a história existente por trás deles. Por isso, esses alimentos, antes de entrar na lista, são rigorosamente escolhidos precisando ter sabor especial, pequena e artesanal produção ligada à cultura e tradição de um determinado local. Como bom exemplo, podemos citar o pão de queijo e o queijo minas para nós, mineiros. A lista brasileira conta com 21 alimentos, entre os quais econtram-se, frutas, castanhas, grãos e frutos do mar colocados em risco por motivos variados como a pesca predatória, o avanço de pastos, monoculturas e corte de madeira.


Atualmente tem surgido movimentos locais para a preservação de alimentos nativos como ocorre na Bahia onde alguns moradores se organizaram em cooperativas. Essas pessoas tiram seu sustento desses alimentos e começam a se preocupar com a sua retirada indiscriminatória da natureza. Segundo a reportagem "Em parceria com as comunidades locais, trabalha-se para que certos ingredientes não deixem de ser produzidos, incentivando a variedade de receitas, facilitando o contato do produtor com o mercado e divulgando os produtos para que sejam mais consumidos. Afinal, pode parecer contraditório, mas alguns alimentos correm risco de extinção não porque foram explorados demais, mas sim de menos". E isso porque são pouco conhecidos.

Pensando em fazer sua parte, o Restaurante Mandala, passará a publicar uma série de posts falando sobre cada um desses alimentos e as riquezas que estão sendo perdidas.Até lá!

Para conferir a reportagem completa clique aqui.