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O Brasil que Energia Nuclear

Apesar dos incidentes envolvendo a Usina Nuclear de Fukushima, no Japão, que explodiu no dia 12/03 e expôs a população local a um índice de radiação 20 vezes maior que o normal, devido aos tremores sofridos na época; o Presidente da Empresa de Pesquisa Energética brasileira afirmou hoje, em um debate sobre tecnologias energéticas no Fórum Mundial Econômico para a América Latina, que as construções de Angra 3 não vão parar.

Não custa lembrar que como conseqüencia do incidente, milhares de pessoas tiveram sua saúde exposta a diversos riscos, ficando proibidas de beber água ou sair de casa sem máscaras, cerca de 46 mil habitantes foram evacuados de suas casas. Também não é exagero dizer que a radiação é extremamente perigosa para a saúde e pode provocar desde queimaduras até deformações celulares, câncer e outras doenças.

Obras de Angra 3. Foto: Exame

Hora do Planeta, participe!

Que o planeta pede socorro não é novidade pra ninguém e é dever de todos nós contribuir para a preservação do planeta. Afinal, é pro nosso conforto que as coisas se encontram como estão. Todos nós sabemos que é difícil tomar uma atitude radical e abandonar nosso estilo de vida atual. Daí a importância dada à sustentabilidade que procura manter e aumentar nosso conforto sem prejudicar o meio ambiente. É preciso encontrar o equilíbrio e isso é mais que possível.

No entanto, grande parte das pessoas ainda não se preocupa com isso, não tem essa consciência ecológica e não imagina o impacto de suas ações no planeta. Conscientizar essas pessoas é fundamental, afinal, aquele velho ditado faz todo sentido: se cada um de nós fizer a nossa parte, a gente faz a diferença. Tentando conscintizar as pessoas da importância da adoção de mediadas sustentáveis no dia-dia, criou-se a Hora do Planeta. Segundo o site da iniciativa, "a Hora do Planeta é um ato simbólico, promovido no mundo todo pela Rede WWF, no qual governos, empresas e a população demonstram a sua preocupação com o aquecimento global, apagando as suas luzes durante sessenta minutos. "

Foto: Hora do Planeta

BH proíbe as sacolas plásticas - ATUALIZADO

BH é a primeira capital brasileira a abolir o uso das sacolas plásticas no comércio, a data pra isso, foi remarcada para o dia 18 de abril, os comerciantes pediram mais tempo pra conscientizar a população sobre as mudanças e lançaram a campanha “Sacola Plástica Nunca Mais”. A lei em questão se originou de um projeto do vereador Arnaldo Godoy (PT) e prega que todo e qualquer estabelecimento comercial que insistir com as sacolhinhas receberão multa de mil reais ou dois mil reais em caso de reicidência (o valor da multa poderia ser um pouco mais alto, não?), cassação do alvará e em casos extremos, interdição. Segundo o superintendente da Associação Mineira de Supermercados (Amis), o principal problema é que as sacolas verdes são mais caras (ao longo do texto têm mais atualizações em negrito). 

Foto: reusablebags.com

PIB e poluição

Semana passada a Revista Época apresentou um infográfico muito interessante traçando um paralelo entre aumento do PIB e aumento das emissões de CO2 através de dados do Banco Mundial e da ONU. E o resultado encontrado não foi redundante. 

A grande excessão foi a Suécia que conseguiu aumentar seu PIB sem aumentar a poluição. E se comparada com a China a análise é ainda mais surpreendente. A China tem uma renda per capita seis vezes menor que a da Suécia e ainda assim polui muito mais. No infográfico é impossível não perceber o incrível crescimento Chinês relativo à poluição, foi o que mais emitiu gases poluentes no intervalo de tempo considerado.

Nuvem de poluição na China, crescimento com poluição. Foto: alfaconnection.net


Carnaval e lixo

Desde sexta-feira (ou antes disso) o assunto dominante no Brasil é o Carnaval. Milhares de pessoas viajam, se amontoam nas estradas e pricipalmente nas avenidas, que viram um verdadeiro palco gigante. E onde tem muita gente também têm muito lixo. Os números divulgados pelas prefeituras são assustadores!

Em Ouro Preto, um dos destinos mais tradicionais nas comemorações de carnaval, foram largadas nas ruas cerca de 300 toneladas de lixo. A quantidade normal recolhida é de 50 toneladas por dia. Para manter as ruas limpas e a cidade em ordem, um grande contingente policial foi mobilizado durante as festas e mais garis ficaram de plantão. Segundo o Jornal Hoje em Dia, muitos especialistas não concordam com cidades como Ouro Preto receber esse grande número de pessoas, afinal, trata-se de uma cidade histórica e que ganhou da Unesco título de Patrimônio Cultural da Humanidade, precisa, portanto, ser preservada.

Lixo do Carnaval de Salvador. Foto: Arestides Baptista/Agência A Tarde/Futura Press

Pré-Sal e oceanos, uma combinação assassina

Nos últimos anos as notícias sobre as reservas de petróleo da camada de pré-sal brasileira renderam especulações na mídia por bastante tempo. Estima-se que possam ser retirados cerca de 1,6 trilhão de metros cúbicos de gás e óleo do fundo do mar. No entanto, a cada dia surgem notícias de que o potencial de extração é maior do que se pensava. Segundo o site da Revista Veja, só no campo de Tupi, haveria cerca de 10 bilhões de barris de petróleo, o suficiente para elevar as reservas de petróleo e gás da Petrobras em até 60%.

Essas reservas se encontram submersas na zona costeira e marinha do Brasil. Com aproximadamente 4,5 milhões de quilômetros quadrados, ela se extende por cerca de 8.600 quilômetros, segundo o Greenpeace. Lá, vivem centenas de espécies marinhas que precisam de seu habitat preservado para sobreviver. Mas infelizmente não é isso que vem acontecendo. Extração de petróleo e preservação marinha pode ser uma combinação assassina quando não planejada de maneira correta.

Tartaruga morta pelo desastre da BP. Foto: AP

Energias renováveis no Brasil

Que o Brasil é um país extremamente rico em riquezas naturais não é novidade pra ninguém. Mas esse potencial é mal utilizado e muitas vezes nem chega a ser utilizado. É o caso da energia eólica, por exemplo. Segundo um estudo feito pelo Greenpeace Brasil, caso esse cenário se modificasse, poderia haver um grande aumento de empregos e diminuição da emissão de gases do efeito estufa.

O Relatório Revolução Energética mostra que o Brasil poderia continuar com os atuais níveis de crescimento e substituir 93% das suas fontes de geração de energia em fontes renováveis, como a solar, eólica e a biomassa. A produção dessas fontes de energia requerem grandes investimentos em tecnologia de ponta e isso é uma oportunidade sem fim ao nosso país, afinal, todos nó sabemos que a produção tecnólogica verde-amarela é muito pequena. 3 milhões de empregos poderiam ser gerados com esses investimentos, segundo o relatório.

O Brasil tem grande potencial em energia eólica

Sacolas plásticas: poluição e alternativas

Que as sacolas plásticas danificam o meio ambiente, não é mistério pra ninguém. Mas você tem idéia da dimensão dessa degradação? A Secretaria de Articulação Institucional e Cidadania Ambiental (SAIC) e o Ministério do Meio Ambiente, divulgaram, no alge da Camapanha "Saco é um Saco", que prega a redução e eliminação do uso das sacolinhas, os seguintes dados:

Mais de 100 mil animais são mortos, todos os anos, por causa das sacolas.

Imagine você que, 33 milhões de sacolas plásticas são gastas por dia só no Brasil e no mês o número é de 1 bilhão. Anualmente 12 bilhões de sacolas são utilizadas no Brasil.

Segundo o site Reusable Bags, estima-se que são consumidas de 500 bilhões a um trilhão de sacolas plásticas por ano pelo mundo. 

Para produzir 1 tonelada (1000 kg) de sacolas gastam-se 11 barris de petróleo.



BH proíbe as sacolas plásticas



A partir do dia 28 de fevereiro deste ano, o uso das tradicionai, famosas e poluidoras sacolinhas plásticas fica proibido em Belo Horizonte. A lei em questão se originou de um projeto do vereador Arnaldo Godoy (PT) e prega que todo e qualquer estabelecimento comercial que insistir com as sacolhinhas receberão multa de mil reais ou dois mil reais em caso de reicidência (o valor da multa poderia ser um pouco mais alto, não?), cassação do alvará e em casos extremos, interdição. Segundo o superintendente da Associação Mineira de Supermercados (Amis), o principal problema é que as sacolas verdes são mais caras.

Foto: reusablebags.com

China e meio ambiente

A China vêm exercendo grandes esforços para se tornar um país mais verde e tirar seu nome do topo da lista dos maiores poluídores do mundo. Essa foi a impressão deixada no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suiça. Segundo o Blog do Instituto Ethos, "Christiana Figueres, presidente da Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima (UNFCCC) afirmou que a China está deixando todos os outros países do mundo para trás quando se fala em investimentos na área."

Foto: Lu Guang

Trabalho e sustentabilidade

Hoje vamos falar de pessoas que usaram o seu trabalho de uma forma diferente e acabaram contribuindo com o meio ambiente. 

Vik Muniz era um artista plástico brasileiro interessado em retratar o que o processo de urbanização tem de pior: o lixo e as pessoas que vivem dele. No Rio de Janeiro se encontra o maior representante da classe.  O Jardim Gramacho considerado o maior lixão a céu aberto da América Latina, por receber todos os dias nada mais nada menos que sete mil toneladas de lixo. E nesse lixão, dezenas de famílias excluídas da sociedade produtora de todo esse lixo, precisam vasculhar, todos os dias, os entulhos pra sobreviver.

Cartaz do documentário "Lixo Extraordinário"

Clima quente em 2010

Os recentes desastres climáticos enfrentados pela humanidade, como o do Rio de Janeiro, por exemplo, são um reflexo do aumento da temperatura global. O aquecimento global é uma realidade e causa eventos extremos, muita chuva ou muito calor, por exemplo. Junta-se a esse aumento de temperatura a falta de planejamento urbana e o resultado são essas catástrofes que matam milhares de pessoas. Não devemos nos esquecer que em ambos os casos o principal culpado é o mesmo: nós. Nós que avançamos por cima do meio ambiente com o único objetivo de obter mais conforto, mais dinheiro, mas nos esquecemos das consequências disso.

Danos provocados pelas chuvas no Rio de Janeiro. Fonte: R7

Enchentes e urbanização

O post de hoje é dedicado a um tema muito delicado, as enchentes. Com o período das chuvas não é difícil imaginar que os destaques dos jornais serão de pessoas que ficaram ilhadas e desabrigadas pelas chuvas. E não é só no Brail, qualquer país está sujeito a isso. Mas o culpado não é São Pedro e sim o mal planejamento de cidades e obras, segundo o Projeto Manuelzão, Belo Horizonte vive uma experiência equivocada atualmente: as obras do Ribeirão Arrudas que visão canalizar o mesmo. O rio (que não parece mais um rio devido à poluição excessiva) está sendo coberto no centro da cidade, cerca de 1300 metros. A obra orçada em 65 milhões de reais está em pleno vapor e deve ser finalizada em junho deste ano. A principal preocupação? O tratamento paisagístico da obra como forma de melhorar a cidade para receber os turistas da Copa de  2014, seja em termos visuais ou funcionais (leia-se, trânsito).

Parece cena de filme, mas um túnel alagado em SP. Fonte: G1
Para o coordenador do Projeto Manuelzão, Marcus Vinícius Polignano, a obra funcionará "como uma lápide para o rio que estamos matando." Os responsáveis pela obra descordam e justificam as obras dizendo que os danos ambientais serão compensados pelos resultados da obra como, por exemplo, a redução do tempo de viagem decorrente da melhoria no trânsito, que provocará redução da emissão de gases poluentes. 

O professor de arquitetura da UFMG, Roberto Rolim, diz que se o transporte rodoviário, que representa a maior fatia das opções de transporte no Brasil, fosse substituído por por um veículo leve sobre trilhos e sistemas de ônibus integrados e eficientes as ruas poderiam ser menos largas dando espaço aos rios que poderim ser revitalizados. O diretor operacional da Sudecap, Roger Veloso, afirma que obras como essa além de ficarem muito caras não seriam viáveis por implicarem em diversas desapropriações de imóveis e residências. "Meio ambiente não é so planta e bicho, é gente também", diz ele.

O Rio Arrudas em BH. Fonte: urbanistas.com
O Projeto Manuelzão afirma, no entanto, que com as obras as possibilidades de enchente aumentam porque com a canalização as pedras que ficam no rio e reduzem a força das águas desaparecem o que faz com que a água seja jorrada com toda força "pra frente" e quando o volume de água é maior (época das chuvas) os alagamentos são inevitáveis.

Não faltam projetos arquitetônicos interessantes e inovadores mundo a fora que têm como objetivo principal preservar o meio ambiente e funcionar de forma sustentável. Semana que vem daremos destaque a alguns.

Em tempo: Dilma já é a nova presidente do Brasil e nós, brasileiros, devemos ficar atentos a todas as medidas tomadas por ela e sua equipe no que diz respeito ao meio ambiente. Precisamos cobrar ações consistentes do novo governo no sentido de proteger nossas riquezas naturais, bem como honrar os compromissos assumidos na última COP. Na pasta de Meio Ambiente Dilma manteve Izabella Mônica Vieira Teixeira que assumiu o comando do Ministério do Meio Ambiente em abril de 2010, quando o então ministro Carlos Minc (PV) deixou o cargo para concorrer a uma vaga na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Suas credenciais são boas: formada em Biologia, a ministra tem mestrado em Planejamento Energético e doutorado em Planejamento Ambiental. É funcionária de carreira do Ibama desde 1984. Na instituição, exerceu o cargo de direção. E o melhor: não tem filiação partidária.

Com informações do Projeto Manuelzão e G1.

Biodiversidade

Vivemos falando aqui, no blog, sobre a importância de preservar todas as espécies, falamos sobre alimentos em extinção e de programas que visam protegê-los. Mas qual a importância de preservar essas espécies? Porque não deixá-las desaparecer e simplesmente serem substituídas por outra espécie? Por um simples motivo: biodiversidade. Mas o que é isso, você pode se perguntar. Eis alguns conceitos:

Portal do Ambiente e do Cidadão: pode definir-se como o conjunto das diferentes formas de vida que existem no Planeta como um todo, ou numa região em particular.

A Última Arca de Noé: pode ser conceituada como o complexo resultante das variações das espécies e dos ecossistemas existentes em determinada região.

Wikipedia: Pode ser definida como a variedade e a variabilidade existente entre os organismos vivos e as complexidades ecológicas nas quais elas ocorrem. Ela pode ser entendida como uma associação de vários componentes hierárquicos: ecossistema, comunidade, espécies, populações e genes em uma área definida. A biodiversidade varia com as diferentes regiões ecológicas, sendo maior nas regiões tropicais do que nos climas temperados.

Biodiversidade animal: cuma? Fonte: bichosonline.vet
E qual a importância da manutenção de tantas espécies e ecossistemas? O site Portal do Ambiente e do Cidadão cita três motivos principais: éticos (o ser humano tem o dever moral de proteger outras formas de vida), estéticos (o bem estar visual e sensorial que o meio ambiente passa ao ser humano), econômicos (a diminuição das espécies prejudica diversas atividades ligadas ao meio ambiente direta ou indiretamente -alimentação e produção de petróleo, por exemplo) e finalmente, funcionais que são os mais importantes e precisam ser entendidos por todos nós: as espécies estão interligadas por mecanismos naturais com importantes funções que dependem umas das outras. 

Devemos pensar na natureza como um complexo emaranhado de partes que estão intimamente ligados e se houver uma pequena ruptura em qualquer ligação todas as outras partes vão sofrer algum tipo de modificação. E as conseqüencias dessas modificações podem ser desastrosas. Como bem diz o site Como Tudo Funciona, "não parece haver partes desnecessárias." Um bom exemplo são os oceanos. De diversas formas o famoso plâncton marinho, um microscópico microorganismo que serve de base da cadeia alimentar nos mares. Apesar de seu tamanho pequeno, sua falta (motivado pela ação humana, claro) pode causar danos graves a todoas as espécies marinhas chegando a prejudicar, por exemplo, a atividade pesqueira. 

A natureza é mais complexa do que parece
O site dá outro exemplo: "as colheitas que cultivamos através de nosso uso inteligente da agricultura são possibilitadas pelo nitrogênio que está presente no solo. Este nitrogênio nutre e fortalece nossas colheitas. Mas, de onde ele vem? Larvas, bactérias e outras formas de vida encontradas no solo amam decompor a vegetação. Quando se alimentam, estes organismos produzem nitrogênio como produto residual, algo que as colheitas realmente amam. Assim é também a maneira como a compostagem rica em nutrientes é feita. Caso estas espécies de bactérias fossem extintas, então, nossas colheitas não cresceriam da forma correta."

Como pode-se perceber pelo dito acima a manutenção das espécies e conseqüentemente da biodiversidade é muito importante para a manutenção da vida na terra, sim, nossa existência depende disso. Daí a importância de termos todo o cuidado possível com a mãe natureza, os ecossistemas e todas as espécies que os compõe. Mas esse assunto não termina por aqui, que tal continuarmos no próximo post? Até lá!

A reforma do Código Florestal

O post de meio ambiente desta semana vai destacar um tema que foi muito citado pela imprensa e pela sociedade nos últimos meses deste ano: a reformulação do Código Florestal brasileiro. Como a matéria da WWF destaca, 2010 chegou ao fim e não houve uma solução conciliadora para o problema. A questão começou a ser debatida em junho quando o deputado federal Aldo Rebelo do PCdoB de São Paulo apresentou um substitutivo ao projeto de lei 1876/99, que trata das mudanças no Código e que foi aprovado no mês seguinte pela Comissão Especial para Analisar as Mudanças no Código Florestal. O substitutivo sofreu duras críticas por ter sido produzido sem nehuma base técnica/científica. Os deputados que fazem parte da bancada ruralista, como gosta de chamar o Greenpeace, queriam, segundo a ONG, aprovar uma "proposta que acaba com a noção de florestas como bem público, anistia desmatadores e reduz sensivelmente as faixas de mata em encostas e margens de rios que nos protegem de enchentes e deslizamentos."

Os ruralistas querem destruir isso
O superintendente de conservação do WWF-Brasil, Carlos Alberto de Mattos Scaramuzza, argumentou que o relatório foi produzido com base em uma idéia que ainda se faz presente na cabeça de muitas pessoas: a proteção ambiental atrapalha o desenvolvimento agropecuário e a produção de alimentos. Ele diz que em um recente artigo vários cientistas, Luiz Antonio Martinelli (USP), Carlos Alfredo Joly (Unicamp), Carlos Afonso Nobre (Inpe) e Gerd Sparovek (Esalq-USP), afirmaram que "os maiores obstáculos para a agricultura e a pecuária não estão na legislação ambiental, e sim em fatores como escassez de crédito agrícola, falta de assistência técnica, distribuição desigual de terras no país e carência de investimentos em infraestrutura para armazenamento e escoamento da produção, entre outros pontos".

Além disso, as alterações foram conduzidas sem a devida participação da sociedade e por isso não eram legítimas. Para se ter uma idéia do amadorismo de Aldo na condução dos trabalhos, o Greenpeace destaca algumas de suas ações: "Aldo dizia que a proteção ambiental é uma invenção dos “estrangeiros” para condenar o Terceiro Mundo à pobreza; pedia a naturalização da jaca; confundia aquecimento global com buraco na camada de ozônio; e disparava contra os países ricos pelos cruéis “mecanismos de desenvolvimento limpo”, ignorando que eles são uma invenção brasileira." As propostas apresentadas, segundo o Jornal Folha do Progresso, autorizam a recuperação de reservas legais com espécies exóticas, a anistia e a não obrigatoriedade de reparação para desmatamentos realizados antes de junho de 2006 e o poder de definição das Áreas de Preservação Permanentes (APPs) conferido aos frágeis poderes locais.

Aldo Rebelo: o principal responsável pelas mudanças
Formou-se uma verdadeira bancada verde composta por alguns deputados e representantes de diversas ONG´s ambientalistas que conseguiram impedir a aprovação das medidas neste ano, mas as ameaças continuam como destaca o próprio Greenpeace. E devem voltar à tona muito em breve, no governo Dilma.

A ministra do meio ambiente disse recentemente que as discussões a respeito das mudanças no Código Florestal não contemplaram os segmentos com envolvimento direto na questão. Ela salientou ainda que as políticas ambientais devem dialogar entre si e com todos os setores da sociedade brasileira. 

O que se vê neste processo é a bancada ruralista pegando a via mais rápida para a solução de seus problemas. É mais fácil destruir o resto de vegetação que ainda nos resta a encarar os reais problemas que impedem a expanção da agropecuária no país, como bem cita o Greenpeace: "falta de infraestrutura e logística para escoamento da produção; na tecnologia na produção defasada; no pouco crédito e na inexistência de políticas públicas destinadas ao aumento da produtividade; na precariedade da regularização fundiária e na insegurança do produtor, que sofre com oscilações dos preços das commodities nos mercados por conta de especulação." Espera-se que as próximas discussões sejam levadas a sério, afinal, esse é um problema que diz respeito a toda a nação e não apenas aos ruralistas. As decisões a sererem tomadas vão afetar toda a sociedade e por isso ela deve ser incluída nos debates. Esperamos que o ano de 2011 seja de discussões fundadas em pesquisa e profundo discernimento. Que o novo governo faça o que é certo: respeitar o meio ambiente antes que seja tarde de mais.

E você o que acha de tudo isso? Dê sua opnião.

Entrevista com Vijay Vaitheeswaran

Reproduzimos hoje uma entrevista muito interessante que Vijay Vaitheeswaran (especialista em Meio Ambiente e Energia da The Economist publicou o livro “Power to the People”) deu à revista Época. Nela ele fala sobre o alto consumo de energia "suja" e sobre as possibilidades de desenvolvimento de energia limpa. Faz uma crítica à China (maior emissora de CO2 do mundo) que se não mudar sua postura de contruir usinas movidas a carvão vai afundar o planeta no aquecimento global e ao uso exagerado do petróleo que é financiador do terrorismo, argumenta ainda que o Brasil é uma boa pedida com o etanol. Leia a entrevista na íntegra:

Vijay Vaitheeswaran
ÉPOCA - Você está otimista ou pessimista sobre a possibilidade de termos um futuro menos poluente para o planeta?
Vijay Vaitheeswaran - Há três sérios problemas energéticos ameaçando o planeta. Um é a forma como usamos energia, que cria problemas ambientais graves, como o aquecimento global. Em segundo lugar, os países estão preocupados com a segurança do fornecimento, devido à concentração do petróleo no Oriente Médio. E um terceiro ponto, do qual as pessoas nunca se lembram, é a existência de um contingente de quase duas bilhões de pessoas sem acesso a energia, seja eletricidade ou sejam combustíveis limpos. Vivem isolados da modernidade e na pobreza. O sistema energético mundial, montado em cima de petróleo e carvão, é um fracasso e é insustentável. Por outro lado, vivemos num tempo de muitas inovações e oportunidades em energia. Mais do que tivemos nos últimos 100 anos, desde que Thomas Edson inventou a lâmpada e desde que os primeiros carros motorizados apareceram. É uma era de grande inovação em energia sustentável, o que me fez otimista sobre as soluções.

ÉPOCA - No seu livro, o senhor diz temer que China e Índia optem por um modelo de crescimento semelhante ao que os países ricos usaram até agora,mas esses países continuam altamente dependentes de carvão.

Vaitheeswaran - A China também está extremamente preocupada com poluição local, por causa das repercussões na saúde da população e tem recorrido a tecnologias interessantes para tentar contornar o problema. A usina hidrelétrica Três Gargantas é o projeto mais conhecido, mas há dez ou doze usinas nucleares em andamento. Há projetos de usinas eólicas. Mas os chineses também estão construindo mais de uma grande usina de carvão por semana, usando energia suja. São 70 por ano. Precisam de tanta energia, que apostam em tudo. O problema é o acesso a carvão em abundância e barato. Se a China continuar construindo usinas a carvão nesse ritmo, pelos próximos 20 anos, não há esperança para o mundo combater o aquecimento global. Será impossível.

ÉPOCA - O senhor diz também que os americanos são viciados em petróleo. Há cura?

Vaitheeswaran - Logo depois dos atentados do 11 de setembro, escrevi uma capa da Economist que era “Viciados em Petróleo”. Entre outros argumentos eu dizia que, ao comprar petróleo da Arábia Saudita, os americanos financiavam também o terrorismo. Só quando nos livrarmos do petróleo, estaremos livres de problemas assim. É aí que entra o Brasil. Uma das mais promissoras soluções para reduzir a dependência mundial do petróleo é o etanol. Não que o mundo vá usar 100% álcool e zero petróleo. O Brasil não tem como abastecer o mundo, mas álcool terá um papel muito importante ao reduzir nossa dependência do petróleo. Junto com outros combustíveis alternativos, como o biodiesel, e até carros movidos a hidrogênio. É por aí que podemos chegar a um mundo que enxergue além do petróleo.

ÉPOCA - O petróleo saltou de U S$10 para US$ 70 em apenas seis anos. Luz é um bem cada vez mais caro. O custo da eletricidade pode sofrer saltos assim?

Vaitheeswaran - O mundo tem que se preparar para uma era de preços muito altos. Um dos temas mais preocupantes, e que abordo no meu livro, é a forma como alguns governos subsidiam a eletricidade, sobretudo países em desenvolvimento. A Índia, onde nasci, dá luz de graça ou altamente subsidiada. Parece muito bom para a população pobre, certo? É que os políticos dizem. Mas o que acontece é que as pessoas realmente pobres sequer têm acesso a eletricidade. Subsidiar eletricidade é promover um terrível desperdício de um recurso escaso. Mais ainda: faz as pessoas acreditarem que energia é barata e que, portanto, pode ser desperdiçada, quando, na verdade, é um bem extremamente precioso, que precisa ser usado com parcimônia. O subsídio é o melhor caminho para o uso ineficiente da eletricidade.

Apanhadão da COP 16

Hoje o blog do Restaurante Mandala faz um post especial falando dos principais resultados da 16ª Conferência das Partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas para Mudança Climática (COP-16) que terminou na madrugada deste sábado com duas decisões firmadas que surpreenderam a todos. Segundo o Correio do Brasil, houve a criação de um Fundo Verde e a possibilidade de extenção do Protocolo de Kioto para além de 2012 quando o mesmo terminaria. Segundo o G1, "o "pacote balanceado" aprovado em Cancún não tem caráter vinculante (de cumprimento obrigatório), nem faz com que países assumam novas metas concretas de redução de emissões." Mas foi considerado positivo por representar a base, um norte, para as próximas negociações. Segundo a Rede Brasil Atual, "pela primeira vez, a manutenção da elevação da temperatura global em 2 graus Celsius (ºC), com previsões de revisão desse objetivo entre 2013 e 2015 para 1,5ºC – como recomendam cientistas – entrou em um documento internacional."

Palco das negociações (Fonte: Veja)
O grande entrave durante a conferência foi a divergência de opniões entre países desenvolvidos e os em desenvolvimento. Claudia Salermo, negociadora da Venezuela, afirmou ontem que o muro que separa países ricos e pobres é muito grande e impossibilita a condução plena das negociações. Muitos relatores que participaram da conferência disseram que precisavam de mais tempo pra chegar a algum concenso, exatamente em virtude das diferenças de pensamentos. Nesse sentido uma proposta do México foi muito bem recebida perto do final da reunião: sem garantir que o Protocolo de Kioto terá continuidade avançou em pequenas mudanças rumo à proteção ambiental. A continuidade do Protocolo foi, sem dúvidas, uma das questões mais importantes na reunião, mas que não conseguiu ser concluída de forma sólida pela diversidade de opniões existentes.

Para o Correio do Brasil, China e índia foram grandes entraves às negociações uma vez que exigiam não ser incluídas nas reduções de gases poluentes e batiam na tecla americana: até agora os EUA não entraram no acordo. Desse modo não houve a definição de datas ou prazos.
Metas para reduzir a poluição são o objetvo central do Protocolo de Kioto
Mas quem parece ter chamado a atenção foi o Brasil ao tornar oficial a Regulamentação da Política Nacional de Mudanças Climáticas em que assume metas de redução na emissão de gases que aumentam o efeito estufa e regulamenta a política nacional nesse sentido. O ato foi bem recebido pela maioria dos países contrariando apenas os países em desenvolvimento principalmente Índia e China que acham que o papel do Brasil dentro do grupo não é de reduzir, mas de pressionar os países desenvolvidos. O fato, no entanto, segundo Sérgio Abranches da CBN, é que o Brasil reforçou seu protagonismo no sentido de cumprir sua agenda pela diminuição dos gases de efeito estufa. Jorge Abrahão do Instituto ETHOS disse que, "é um marco para o país e coloca o Brasil como destaque dentro da COP-16. As empresas assumiram compromissos de redução e chamou também o governo, quando se fala em Brasil fala-se em liderança de transformação, um depositário das esperanças de futuros acordos, desse modo o Brasil terá papel de destaque com grande importância na liderança das próximas negociações."

Um ponto interessante levantado por Osvaldo Stella da CBN, é que a grande maioria dos gases poluentes brasileiros vêm do desmatamento (mais de 60%) e esse desmatamento gera pouco desenvolvimento e atividade econômica para o país sendo fácil cortá-lo. Diferente de países como China onde a grande parte desses gases vêm da produção de energia por carvão mineral, por exemplo, importantíssimo para eles e, portanto, mais difícil de ser reduzido. Outro ponto que foi destacado por ele foi o processo de desconstrução do Código Florestal que precisa ser freado. Para ele "a floresta não é uma barreira para a expanção da atividade agrícola". É preciso encontrar uma forma de conciliar desenvolvimento e conservação ambiental, a chamada economia verde.

O desmatamento é o maior emissor de gases poluentes no Brasil
Outro ponto de destaque na COP foi a criação do Fundo Verde que vai ajudar nações em desenvolvimento nesse processo. Segundo o Correio do Brasil, "a União Europeia (UE), Japão e Estados Unidos prometeram doações de até US$ 100 bilhões até 2020. O Fundo será administrado pela Organização das Nações Unidas (ONU), com a participação do Banco Mundial como tesoureiro. A curto prazo, os países se comprometeram também com uma ajuda imediata de US$ 30 bilhões. O pacote de medidas inclui ainda um mecanismo de proteção das florestas tropicais do planeta, cujo maciço desmatamento provoca 20% das emissões de gás do efeito estufa no mundo, e novos meios de dividir tecnologias de energia limpa."

No final da reunião os participantes se mostraram otimistas e falaram sobre os progressos obtidos, segundo o G1: "O que a maioria das partes queria era fazer um número substancial de decisões aqui em Cancún, assim como nós, da União Europeia, para salvar todo esse processo, mostrar que ele pode trazer resultados. Acho que vimos isso aqui em Cancún", comemorou a negociadora-chefe do bloco europeu, Connie Heedegard.
"Criou-se o mecanismo de adaptação (dos países em desenvolvimento às mudanças climáticas), o REDD (mecanismo de pagamento por conservação de florestas) está colocado, o comitê do fundo de adaptação foi criado", exemplificou a ministra brasileira do Meio Ambiente, Izabella Teixeira.
Nesse sentido, segundo a Rede Brasil Atual, "o REDD recebeu críticas de organizações não governamentais sobre as chamadas salvaguardas dos projetos de Redd, para garantir, entre outros pontos, a defesa de direitos indígenas e da biodiversidade, que acabaram incluídas em um anexo ao documento."

A Bolívia parece ter sido a maior inconformada, não concordou com as decisões tomadas afirmando que "o plano não é suficiente para combater as mudanças e são tão fracas, que poderiam colocar o planeta em risco. O país vai recorrer à Corte Internacional de Justiça de Haia para contestar o resultado da COP-16.

Segundo a Rede Brasil Atual, "com o Acordo de Cancun, crescem as expectativas de que a próxima reunião do clima, em Durban, na África do Sul, em 2011, possa produzir um tratado legalmente vinculante, capaz de obrigar a comunidade internacional a cortar emissões de gases de efeito estufa e combater os efeitos das mudanças climáticas."

Patrícia Espinosa, presidente da COP-16, foi aplaudida ao final das negociações
Agora é esperar pra ver se decisões mais concretas rumo a um acordo global de redução de emissões acontece no próximo encontro em 2011. Vejamos se os países ainda resistentes como China, Índia e EUA encontrem a clareza necessária para tomar as decisões corretas rumo a metas de redução, é importante não deixar o Protocolo de Kioto morrer e fazer com que ações como a do Brasil tornem-se exemplo de sucesso. O Mandala sempre preocupado com a sustentabilidade e meio ambiente torce para que tudo saia da melhor forma possível para o nosso planeta.

Com informações do Correio do Brasil, CBN, G1 e Rede Brasil Atual.

COP 16

Como dissemos em um post anterior está acontecendo em Cancún a COP 16, e o Restaurante Mandala prezando por um de seus principais pilares, a sustentabilidade e respeito ao meio ambiente, se dedica no post de hoje a comentar os fatos levados a cabo na reunião até agora.

Fonte: Grennpeace
Infelizmente o que parece ter acontecido até então é muito pouco ou quase nada em direção a medidas concretas. Segundo o Greenpeace, terminou ontem a primeira etapa do evento e nada há o que comemorar. "Nenhuma reunião formal ou discussão de documentos oficiais foi feita para deliberação das partes. Tudo foi informal." A expectativa é que esse quadro mude a partir de hoje quando começam as negociações políticas entre os representantes dos países. O representante do Brasil, Luiz Alberto Figueiredo, disse que a discussão de documentos oficiais deve começar logo e diretamente entre as partes.

Segundo o portal Terra, "a expectativa é de que se aprovem documentos que deixem o caminho aberto para a assinatura de um tratado no ano que vem, em Durban, na África do Sul." Mas ao que parece esses documentos contém problemas que podem travar a continuidade do processo, como o excesso de possibilidades e nenhum concenso. Esse excesso de "caminhos a serem seguidos" atrapalha que os negociadores cheguem a um acordo no final da conferência. Na COP anterior a falta de um meio termo gerou resultados pífios sobre o que fazer. Desse modo, segundo o portal, os anfitriões mexicanos, decidiram colocar os países em duplas para resolverem as questões mais espinhosas. "Ao Brasil, junto com a Grã-Bretanha, coube a tentativa de resolver o trilho de negociações sobre o Protocolo de Kyoto, que vence em 2012, mas corre o risco de não ter sequência desde que o Japão, ainda na semana passada, anunciou não ter intenções de assumir novos compromissos sob o acordo." Isso porque o Japão quer que EUA e China também se comprometam, mas os EUA nunca deram sinal verde nesse sentido e a China tida como país em desenvolvimento não tem a obrigação de implementar cortes e está ancorada pelo Protocolo nesse sentido.

Desse modo, parece que um acordo forte não deve ser concretizado este ano. Mais uma vez os países perdem uma importante oportunidade de socorrer o planeta que está cada vez mais dando sinais de esgotamento, mas isso parece não ser suficiente para os nossos governantes que preferem manter a atividade econômica em pleno vapor a tentar encontrar formas de equilibrío, e leia-se, isso é possível. As organizações não-governamentais continuam lutando por algum resultado melhor através de diversos protestos realizados por seus ativistas na conferência, quem sabe elas não conseguem comover alguém?

Manifestantes protestam durante a COP-16, em Cancún
Foto: Cláudia Andrade/Terra
Continue ligado no blog do Mandala para saber os resultados da COP.

Expectativas para a COP-16

O assunto de hoje é meio ambiente e nada melhor do que falar das expectativas para a COP-16, que acontece em Cancún, no México, entre 29 de novembro e 10 dezembro, ou seja, semana que vem. 


Segundo o site da Revista Exame, o governo brasileiro se mostra mais otimista em relação à definição de acordos pontuais para mitigação de emissões do que pela criação de um grande marco legal, como o que era esperado em Copenhagen, ou seja, devem ser feitos acordos que permitam um avanço gradual e não mandatório para a redução de emissões de gases de efeito estufa. 

Será um desafio, no entanto, transpassar a dura resistência formada pelos EUA e China em relação ao assunto e é por isso que a expectativa se segura em cima de metas mais brandas que possam ser atingidas aos poucos. "Ninguém está disposto a entrar em um acordo que pode implicar constrangimento internacional caso não seja cumprido", disse a secretária, no seminário sobre o tema realizado pelo Fórum Clima - Ação Empresarial sobre as Mudanças Climáticas, na capital paulista", destaca a reportagem da Exame.

Outro ponto a ser discutido na conferência é a criação dos créditos de REDD (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação), onde países com florestas (como o Brasil) receberiam créditos para conservar sua vegetação. Esses créditos cetamente viriam de países industrializados que poderiam montar um mercado de crédito de carbono baseado nessa premissa.
Países problema para a COP-16
Segundo o site da Folha de São Paulo, "o presidente Felipe Calderón, que será a liderança política da reunião, assinalou este mês em Seul que o mundo está "em possibilidade de adotar um pacote amplo de decisões" na luta climática. "  A reportagem afirma ainda que a fixação dos compromissos deve mesmo sair do papel, mas que a concretização da segunda parte do Protocolo de Kioto é mais difícil de acontecer.

Agora é esperar pra ver. O blog do Restaurante Mandala sempre peocupado com a preservação do meio ambiente e sustentabilidade fará uma cobertura especial durante toda a semana de realização do evento. Acompanhe!

Desova das tartarugas da Amazônia

Neste mês a WWF-Brasil lançou um vídeo sobre o nascimento de tartarugas da Amazônia e o trabalho da comunidade local para proteger essa riqueza do meio ambiente. Dentre a comunidade estão pesquisadores, estudantes e ribeirinhos da praia do Juncal, no rio Xingu, Pará. No mês anterior o WWF-Brasil lançou o movimento "Cuidar da Natureza é Cuidar da Vida" que tem como objetivo mostrar que é possível manter a qualidade de vida da população e ao mesmo tempo conservar o meio ambiente (sustentabilidade). O movimento indica também a criação de novas dez áreas de conservação ambiental incluindo o Tabuleiro do Embaubal, cenário do vídeo.
© WWF-Brasil / Isadora de Afrodite
Esse tabuleiro é um conjunto de praias que as tartarugas usam para desovar, é o maior local de desova das Américas e está ameaçado devido a intervenções humanas em suas margens. E nem as tartaruagas escapam das mãos do homem, elas e seus ovos são intensamente consumidos.

O movimento tenta chamar a atenção da população e para isso oferece uma viagem para a Amazônia para quem responder à pergunta: “Por que você precisa da natureza para viver?”. Mas mais importante que simplesmente responder a pergunta é se conscientizar da importância de se preservar o meio ambiente e espalhar esse belo trabalho por aí. 


O link para o movimento é: http://cuidardanatureza.wwf.org.br/#/home

Assista também ao vídeo, é maravilhoso! Segundo o WWF-Brasil, "O objetivo do documentário é mostrar esse trabalho e sensibilizar a sociedade brasileira para a necessidade de proteger esse berçário de quelônios na Amazônia".